22/08/2017
Inovação Disruptiva
Um dos mais famosos exemplos de inovação disruptiva, aquele que muitos citam e contam para os outros, foi o que Steve Jobs fez ao tirar o teclado dos celulares e colocar em seu lugar uma tela, que não apenas exibia imagens em alta definição, mas obedecia aos comandos do usuário ao ser tocada.
O mundo mudou, e muito, depois daquilo!
Mas o que é inovação disruptiva, afinal?
Algumas dicas:
Todas as inovações do iPhone, se tomadas separadamente, não eram inovações, já existiam.
A mudança foi simples, mas suas consequências bastante complexas.
A mudança criou uma nova categoria de produto, algo totalmente novo.
Os produtos que antes ocupam este território de consumo, ficaram imediatamente obsoletos.
Quem não “imitou a novidade”, desapareceu em seguida ou se arrasta teimosamente e cambaleante como um estranho no ninho (vide a Blackberry).
Mas chega de pistas! Antes de entendermos definitivamente o que é inovação disruptiva, vamos assistir ao antológico vídeo de Steve Jobs apresentando ao mundo seu iPhone e uma nova era de possibilidade.
"De tempos em tempos surge um produto revolucionário, que muda tudo"
O que é inovação disruptiva, aprenda agora!
Por mais que você reúna sua equipe e empregue as mais inovadoras técnicas de brainstorming, fique procurando alguma maneira de usar a famosa estratégia do oceano azul para se distanciar de concorrentes, ou quebre a cabeça em busca de inovação em processos, uma inovação disruptiva não vai aparecer assim, de repente, na sua frente.
Existe todo um processo de gerenciamento da mudança que pode ajudar você a encontrar uma incrível inovação disruptiva, como no exemplo apresentado acima.
Perceba que Steve Jobs comenta: Este é o momento que eu esperava há 2 anos!
Mas vamos dar uns passos atrás: o que é inovação?
“É a única forma de converter a mudança em oportunidade”.
Peter Drucker
Já, segundo Clayton Christensen, a resposta para a pergunta “o que é inovação disruptiva” se encontra nesta frase:
“Inovações disruptivas são aquelas que provocam uma ruptura no antigo modelo de negócios. Elas normalmente favorecem o aparecimento de novos entrantes”.
Uma inovação disruptiva, por exemplo, foi a introdução dos CDs no lugar das fitas K7.
Diferenças entre a inovação disruptiva e a inovação tradicional
A inovação disruptiva não é revolucionária, porque não derruba a ordem estabelecida, mas introduz uma novidade que se encaixa perfeitamente nesta ordem e que muitos desejavam, mas não tinham.
A inovação disruptiva não é evolucionária, porque não significa o próximo passo de algo que já existia, mas uma maneira diferente e melhor de fazer algo que muitos precisavam, mas não tinham.
A inovação tradicional é sustentável e incremental, porque traz melhorias para um produto que já existe. A inovação disruptiva tem alto risco porque está relacionada com a mudança.
Resumindo:
Inovação Tradicional X Inovação Disruptiva
Clientes Atuais X Novos Clientes
Menor Investimento X Alto Investimento
Curto Prazo X Longo Prazo
Menor Risco X Alto Risco
Retorno Previsível X Retorno Incerto
Agrega Valor X Novo Valor
Melhora X Cria
Veja também: Governança, riscos e compliance na melhoria de processo
Controlando o risco das inovações disruptivas
Toda mudança envolve riscos. Por isso, é preciso encontrar uma solução para seu processo de negócios que diminua as ameaças de tempo necessário para desenvolver a inovação, espaço físico para equipes e instalações, além da mais crítica: a percepção de valor pelo mercado.
A análise e gerenciamento desses riscos tem papel fundamental na introdução de uma inovação disruptiva no mercado.
Veja algumas providências importantes:
Prever e “planejar o fracasso”
Tomar decisões baseadas em experiências anteriores na gestão de projetos
Valer-se de informações atualizadas e transparentes para essa tomada de decisão
É preciso definir um novo modelo de negócios
Esse modelo de negócio deve ser difícil de ser imitado, para afastar novos entrantes
Para resumir de uma forma bastante enfática tudo que vimos até aqui, podemos descrever o que é inovação disruptiva nestas palavras:
Algo que não existia, mas que todos precisavam.
Algo que agora existe, e que ninguém sabia que precisava.