16/04/2015
CURIOSIDADE TÉCNICA!
Bruno Dantas, em sua dissertação de mestrado, sob a orientação do pesquisador Reinaldo Castro Souza apresentou a pesquisa impacto do realismo tarifário. Veja que interessante.
Aparelhos no modo 'stand-by' levam a desperdício de R$ 530 milhões por ano - 05:00
Parte da solução para amenizar o impacto do realismo tarifário e aliviar a pressão sobre o equilíbrio entre oferta e demanda de energia no país está dentro das próprias residências. Estudo realizado pela PUC-Rio indicou que os aparelhos eletrônicos no modo "stand-by" desperdiçam cerca de 1,6 terawatt-hora (TWh) por ano, o equivalente a R$ 530 milhões, ou o total de energia gasto pela população do Estado do Mato Grosso do Sul, com 2,6 milhões de habitantes.
O levantamento é fruto de dissertação de mestrado de Bruno Dantas, sob a orientação do pesquisador Reinaldo Castro Souza, especialista do setor. O estudo apurou dados de 13 aparelhos em 12 mil domicílios da área de concessão da Ampla, distribuidora de energia da região metropolitana e do interior do Rio.
O trabalho indicou um desperdício de 82,6 gigawatts-hora (GWh) por ano ou R$ 27 milhões. Extrapolando os dados para todo o país, chega-se a um desperdício de mais de R$ 500 milhões.
"O stand-by, queira ou não, é um elemento que você pode negociar para diminuir o seu consumo geral. Desligar o stand-by tiraria uns 3% a 5% do consumo elétrico da residência, em média", explicou Souza. "E quanto mais baixa for a renda do consumidor, maior é a participação do stand-by no consumo da residência", completou.
De acordo com o especialista, dos 82,6 GWh/ano de perdas detectadas pelo estudo, mais de 25% são oriundos dos receptores de sinal das empresas de TV a cabo. "O vilão é o aparelho da TV a cabo. Ele consome mais no stand-by do que ligado, porque você liga a televisão, em média, por seis horas por dia. No restante do período, nas outras 18 horas, o aparelho está ligado consumindo."
Segundo Souza, de acordo com as normas técnicas, aparelhos de stand-by deveriam ter no máximo 1 Watt (W) de potência. Alguns equipamentos analisados, porém, têm potência oito vezes superior.
Outro problema, diz o especialista, é que as concessionárias de TV a cabo recomendam que os clientes não desliguem os aparelhos na tomada, para não interromper a conexão. "É preciso uma operação conjunta das operadores para garantir que o consumidor, neste momento de 'vacas magras' [em relação ao suprimento de energia ], possa desconectar o aparelho", propôs o pesquisador.
Depois dos receptores de sinal de TV a cabo, os equipamentos que mais consomem energia em stand-by, de acordo com o estudo, são televisão (22,5%), aparelho de som (20,1%) e DVD (18%).