19/09/2022
Já se tornou “comum” o vazamento de dados no Brasil. Algumas pessoas se preocupam, outras nem tanto. Já se tornou tão comum informar o CPF, endereço, e-mail, dentre outras informações em cadastros (seja virtual ou fisicamente) que muitos de nós não se pergunta: o que fazem com os meus dados? E se eles vazarem, o que eu faço?
Como trouxemos no post anterior, o caso mais recente que se tem notícia, foi o vazamento de milhares de chaves do app Abastece Aí.
O número de atingidos somam mais de 164 milhões de pessoas, ou seja, mais da metade da população brasileira, que recentemente ultrapassou a marca dos 210 milhões de habitantes, segundo o IBGE.
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) determina que “o controlador deverá comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares”.
Mas o que fazer no caso de vazamento?
Faça contato com a instituição controladora dos dados para indagar se suas informações estão entre as que foram expostas;
Não responda e-mails, fornecendo mais dados pessoais relacionados ao vazamento;
Troque as senhas e demais informações de acesso aos serviços
Acompanhe seu CPF no Registrato, do Banco Central. Por lá, você tem consulta gratuita a relatórios de chaves Pix, de empréstimos, de financiamentos, de contas em banco e outros.
Acesse o Have I Been Pwned (https://haveibeenpwned.com): o site mostra e-mails e senhas que já foram vazados e por onde vazaram.
Por último, é possível também, recorrer à Justiça sobre questões ligadas à privacidade, utilizando-se do disposto na Lei do Cadastro Positivo, Lei do Marco Civil da Internet e Código de Defesa do Consumidor e a própria LGPD.