24/11/2014
Buscando resolver um problema de um cliente, que possui em seu jardins Cyca Revoluta, achei um artigo muito bacana para quem possui está bela planta em seus jardins.
Cica, sagu, palmeira-sagu,
Esta espécie, erroneamente confundida com as palmeiras, alimenta os modismos de tempos em tempos. Na segunda metade do século XIX começou a ser plantada, no Brasil, como peça central nos canteiros geométricos e suas folhas eram usadas nas coroas fúnebres e nas ornamentações das igrejas. Atualmente, dela, é extraído um amido, chamado de sagu, usado na alimentação, mas atenção é extremamente venenosa se ingerida sem processá-la , devendo tomar cuidado com animais domésticos que podem encontrar nela um sabor palatável; os sintomas clínicos aparecem depois de 12 horas, e podem incluir vômitos, diarreia, fraqueza, convulsões e cirrose hepática. Apesar disto é uma das peças mais comuns nos jardins.
A Cycas revoluta é uma planta dioica, isto é, cada indivíduo só tem órgãos masculinos ou femininos; as masculinas formam cones cilíndricos carregados de pólen e as femininas grupos de megásporos marrons, que produzem sementes vermelhas, semelhantes a nozes. Com 200 milhões de anos é chamada de fóssil vivo e sofreram poucas mudanças desde que surgiram no planeta. Curiosamente um Encephalartos altensteinii, cultivado dentro de uma estufa no Royal Botanic Garden, em Kew, Inglaterra e parente muito próximo dela é, seguramente, a planta cultivada desse modo mais antiga do mundo; está lá desde 1770 quando foi trazida de África do Sul.
Vários fatores malogram o desenvolvimento da cica, por exemplo:
Excesso de regas. As folhas não devem ser molhadas com água tratada, por causa do cloro.
Solo muito compacto que impede uma boa drenagem. É aconselhável adicionar areia para tornar a terra mais porosa.
Pontos brancos ou amarelados nas folhas, escamas ceráceas ou cotonosas , teias finas, são causados por Cochonilhas, ácaros ou fungos (Alternaria ou Cercospora). Este é um dos problemas mais frequentes, normalmente ocasionado por excesso de regas, combinada com sombra em demasia e drenagem deficiente; nesse casos o combate com óleo de neem, resolve os dois primeiros e os fungos são controlados polvilhando cinzas.
Muita sombra. A planta deve receber mais luminosidade natural.
Preferem clima seco. A umidade em excesso tem que ser evitada. Devendo ser regadas com mais frequência na época em que novas folhas aparecem.
Queimaduras nas folhas surgem quando foi cultivada em viveiro sombreado ou em ambientes internos e a colocamos, repentinamente, sob sol pleno, ou quando são aplicados, sob sol intenso, defensivos ou adubos foliar.
Folhas novas retorcidas e velhas com pontos brancos e pretos. A causa é o ataque de vírus (mosaico). Não existe cura, para isto, a não ser evitar vetores como pulgões, mosca-branca e trips.
Manchas amarelas e extremidades das folhas secas. Falta de potássio (o K do NPK). Cinzas de lenha, livres de sal e/ou gordura ou cloreto de potássio suprem a deficiência.
Folhas jovens e brotações novas amarelando, evidenciam uso de fertilizantes errados ou mal aplicados. É preferível o uso de fertilizantes de liberação controlada.
Brotações retorcidas, indicam falta de luz natural.
Escamas pulverulentas caindo do tronco, são causadas pelo ataque de cupins. A aplicação de inseticidas alternativos, como o Metarril M103 + boveril B102, da Itaforte, controlam o problema.
Sinônimos estrangeiros: king sago, sago cycad, japanese sago palm, (em inglês); cycas du Japon, (em francês); cycas, (em italiano); cica, palma de iglesia, falsa palmera, (em espanhol).
Família: Cycadaceae.
Características: arbusto semi-lenhoso, com tronco grosso, podendo ramificar várias vezes, produzindo assim múltiplas cabeças.
Porte: 1,50 a 2,50 metros de altura, excepcionalmente alcança até 7 metros aos 80 anos de vida.
Fenologia: primavera.
Cor da flor: marrom.
Cor da folhagem: verde escuro.