28/08/2024
Se você está considerando a criação de um novo negócio, surge uma dúvida importante: quem será meu sócio? É comum escolher um familiar, pois traz um dos critérios mais importantes: a confiança.
As empresas familiares representam uma parte significativa das empresas privadas no país e no mundo. Muitas são bem-sucedidas – alguns dos maiores negócios internacionais são familiares. No entanto, essas empresas também enfrentam conflitos entre sócios, dificuldades na sucessão de comando e, às vezes, falta de profissionalização.
Quando falamos de profissionalização, não significa substituir parentes por pessoas de fora. Pode haver familiares qualificados e competentes para o trabalho.
Identificar conflitos é importante, mas conhecer suas causas verdadeiras é essencial para reduzi-los.
Pesquisas indicam que 85% das empresas familiares têm conflitos, muitos deles abafados. Com o tempo, ignorar as discordâncias pode fazê-las crescer e se tornarem incontroláveis, prejudicando a empresa, que pode até desaparecer.
Para reduzir esses conflitos, além de entender suas causas, é fundamental uma comunicação intensa entre os familiares e a criação de regras claras de convivência, aceitas por todos.
Ter uma empresa familiar pode ser motivo de grande orgulho e é vital para a economia do país. No entanto, é preciso prestar atenção a aspectos como sucessão, conflitos, desenvolvimento de familiares, herdeiros e sucessores; centralização dos fundadores, relacionamentos familiares, estratégia, gestão e governança corporativa.
Pode parecer estranho sugerir outras possibilidades de carreira para aqueles que já estão em empresas familiares, mas é algo relevante no momento atual. É importante lembrar que se pode ser líder em sua própria empresa ou líder de si mesmo. Um plano B deve sempre existir, sem que isso tire o foco do plano atual, pois muitos focos podem reduzir a qualidade de sua entrega.