27/08/2026
“O vazamento é a arma de precisão da política de margens estreitas.”
Em ano eleitoral, documentos convenientes, delações oportunas e investigações próximas ao voto ganham espaço na disputa política. Em 2026, um novo elemento se soma a esse cenário: a inteligência artificial.
Em artigo na Veja, Murillo de Aragão analisa a chamada “República dos Vazamentos” e diferencia o vazamento de interesse público, que expõe o que o poder queria esconder do cidadão, do vazamento estratégico, usado para desgastar rivais, proteger aliados ou influenciar decisões.
Com a inteligência artificial, um material falso nem precisa circular por muito tempo para produzir efeitos: algumas horas podem ser suficientes para exigir semanas de desmentidos. Ao mesmo tempo, registros verdadeiros e desconfortáveis podem ser descartados como “montagem”.
Em uma eleição na qual os favoritos à Presidência têm rejeições próximas a 50%, um ou dois pontos percentuais podem mudar o jogo. Nesse contexto, um vazamento minimamente acreditável pode alterar o rumo da disputa.
Enquanto o custo do vazamento seletivo permanecer próximo de zero, o instrumento seguirá sendo usado - e distinguir uma denúncia legítima de uma operação política tende a se tornar cada vez mais difícil para o eleitor.
Leia o artigo completo em veja.abril.com.br/coluna/murillo-de-aragao