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Jaguar revisa estratégia e considera parceriasA Jaguar Mining disse hoje (27) que vai emitir até US$ 20 milhões em debên...
09/03/2015

Jaguar revisa estratégia e considera parcerias

A Jaguar Mining disse hoje (27) que vai emitir até US$ 20 milhões em debêntures conversíveis e iniciar um processo de revisão estratégica que vai estudar possibilidade como fusões, desinvestimento e joint ventures. A mineradora tem minas de ouro em Minas Gerais e um projeto no Maranhão.

O Conselho de Administração da mineradora formou uma comissão especial para iniciar um processo de revisão estratégica para identificar alternativas que aumentem o valor do negócio para os acionistas. Essa Comissão Especial indicou o Origin Merchant Partners como seu consultor financeiro exclusivo para o processo.

A revisão será considerar várias alternativas para a empresa, incluindo: oportunidades de fusão, a potencial venda de ativos da companhia, acordos de parceria ou joint venture potenciais e quaisquer outras opções com o objetivo gerar valor para os acionistas. Nos últimos 12 meses, as ações da Jaguar perderam 42% do valor.

De acordo com o comunicado enviado ao mercado, a empresa não tem a intenção de informar atualizações com relação a este processo, a menos que o Conselho aprove uma transação decorrente da revisão estratégica, com recomendações. O desenvolvimento de projetos e a operação da mineradora no Brasil não serão afetados por esse processo de revisão estratégica.

A companhia pretende emitir as debêntures seniores, que são conversíveis e asseguradas, de forma privada, sem intermediários, de acordo com isenções sob as leis de valores mobiliários aplicáveis. A Jaguar pretende utilizar os recursos líquidos captados o saldo de US$ 12,4 milhões da linha de crédito que tem junto ao Renvest Mercantile Bancorp e para fins corporativos gerais.

A oferta das debêntures deverá ser concluída por volta de 26 de marco de 2015 e está sujeita ao recebimento de todas as aprovações regulatórias necessárias, incluindo a aprovação do TSX Venture Exchange (TSX-V). A Jaguar não pretende listar as debêntures no TSX-V.

As debêntures serão remuneradas a uma taxa de 12% ao ano, pagáveis em dólares americanos semestralmente. O pagamento inicial será feito seis meses depois da data de encerramento da oferta. As debêntures terão vencimento de três anos após a data de encerramento da Oferta.

Os papéis poderão ser convertidos em ações ordinárias da Jaguar, a um preço de conversão de 50 centavos de dólar canadense por ação, o que representa um prêmio de 13% em relação ao preço médio ponderado pelo volume (VWAP) de 30 dias. Após a conversão, os titulares terão direito a receber juros acumulados e não pagos até a data de conversão.

As debêntures terão um período de carência de seis meses, quando não poderão ser trocadas por ações, a partir da data de encerramento. Após essa data e durante dois anos esses papéis poderão ser resgatados pela Jaguar, no todo ou em parte, com um ágio de 8% ou 4% dependendo da data de resgate.

A Jaguar opera no Brasil por meio de três empresas, a Mineração Serras do Oeste (MSOL), a Mineração Turmalina (MTL) e a MCT Mineração.

Vale manterá projetos em MG em 2015Os investimentos da Vale no projeto S11D, em Carajás, e em projetos para melhorar a q...
09/03/2015

Vale manterá projetos em MG em 2015

Os investimentos da Vale no projeto S11D, em Carajás, e em projetos para melhorar a qualidade do minério de ferro extraído pela companhia no estado de Minas Gerais, serão poupados dos cortes de orçamento. Os desembolsos previstos na região central de MG e na Grande Belo Horizonte estão mantidos e serão concluídos neste ano, declarou o presidente da Vale, Murilo Ferreira, nessa quinta-feira (26).

A Vale começa a operar, no segundo trimestre, projetos em implantação em Cauê e Conceição, em Itabira (MG), e em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo é a reposição e o aumento da capacidade, com enriquecimento do minério do tipo itabiritos, de teores mais baixos de ferro. De outubro a dezembro de 2014, o investimento total nesses projetos foi de US$ 258 milhões.

“Continuamos com os projetos Itabiritos para serem entregues este ano, com sensível melhora do minério dos sistemas Sul e Sudeste da Vale, ambos localizados em Minas Gerais”, afirmou o presidente da companhia durante conferência sobre os resultados financeiros de 2014.

De acordo com o relatório divulgado ontem (26), no projeto Cauê Itabiritos, as obras civis do espessador de rejeitos e o comissionamento da fábrica da subestação da moagem foram concluídos no trimestre encerrado em dezembro.

No mesmo período, o projeto de Conceição Itabiritos II alcançou 94% de avanço físico, iniciou te**es no processo a seco da hematita e concluiu o comissionamento e a energização da subestação das britagens secundária e terciária da hematita. Os tie-ins estão previstos para este trimestre e o start-up para o segundo trimestre de 2015.

O projeto Vargem Grande iniciou o ramp-up da planta processadora de minério de ferro no trimestre passado e irá aumentar a produção atual em 10 Mtpa.

Os desembolsos da Vale em Minas, incluindo despesas de custeio, alcançaram US$ 9,08 bilhões em 2014. O Sistema Sul, que compreende os complexos Paraopeba, Vargem Grande e Itabiritos, produziu 86,3 milhões de toneladas, representando acréscimo de 9% em relação a 2013, melhor marca anual da companhia no estado desde 2007. Os complexos Itabira, Minas Centrais e Mariana, reunidos no Sistema Sudeste, produziram 107,4 milhões de toneladas.

Segundo Peter Popping, diretor-executivo de ferrosos da Vale, a empresa poderia, em tese, produzir mais do que a meta de ofertar 340 milhões de toneladas ao mercado em 2015. Cerca de 10 milhões de toneladas, dessa projeção, serão de minérios que tem mais qualidade e podem dar à companhia margens melhores de preços.

Murilo Ferreira informou acreditar em um preço médio por tonelada neste ano a partir de US$ 70. A cotação de quinta-feira da tonelada da matéria-prima estava na casa dos US$ 63, depois de ter variado na faixa de US$ 120 em 2013.

A redução do crescimento da China, preocupa a indústria da mineração, mas o presidente da Vale acredita em um cenário de demanda ainda firme do gigante asiático. Com informações do jornal Estado de Minas.

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