09/03/2015
Vale manterá projetos em MG em 2015
Os investimentos da Vale no projeto S11D, em Carajás, e em projetos para melhorar a qualidade do minério de ferro extraído pela companhia no estado de Minas Gerais, serão poupados dos cortes de orçamento. Os desembolsos previstos na região central de MG e na Grande Belo Horizonte estão mantidos e serão concluídos neste ano, declarou o presidente da Vale, Murilo Ferreira, nessa quinta-feira (26).
A Vale começa a operar, no segundo trimestre, projetos em implantação em Cauê e Conceição, em Itabira (MG), e em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo é a reposição e o aumento da capacidade, com enriquecimento do minério do tipo itabiritos, de teores mais baixos de ferro. De outubro a dezembro de 2014, o investimento total nesses projetos foi de US$ 258 milhões.
“Continuamos com os projetos Itabiritos para serem entregues este ano, com sensível melhora do minério dos sistemas Sul e Sudeste da Vale, ambos localizados em Minas Gerais”, afirmou o presidente da companhia durante conferência sobre os resultados financeiros de 2014.
De acordo com o relatório divulgado ontem (26), no projeto Cauê Itabiritos, as obras civis do espessador de rejeitos e o comissionamento da fábrica da subestação da moagem foram concluídos no trimestre encerrado em dezembro.
No mesmo período, o projeto de Conceição Itabiritos II alcançou 94% de avanço físico, iniciou te**es no processo a seco da hematita e concluiu o comissionamento e a energização da subestação das britagens secundária e terciária da hematita. Os tie-ins estão previstos para este trimestre e o start-up para o segundo trimestre de 2015.
O projeto Vargem Grande iniciou o ramp-up da planta processadora de minério de ferro no trimestre passado e irá aumentar a produção atual em 10 Mtpa.
Os desembolsos da Vale em Minas, incluindo despesas de custeio, alcançaram US$ 9,08 bilhões em 2014. O Sistema Sul, que compreende os complexos Paraopeba, Vargem Grande e Itabiritos, produziu 86,3 milhões de toneladas, representando acréscimo de 9% em relação a 2013, melhor marca anual da companhia no estado desde 2007. Os complexos Itabira, Minas Centrais e Mariana, reunidos no Sistema Sudeste, produziram 107,4 milhões de toneladas.
Segundo Peter Popping, diretor-executivo de ferrosos da Vale, a empresa poderia, em tese, produzir mais do que a meta de ofertar 340 milhões de toneladas ao mercado em 2015. Cerca de 10 milhões de toneladas, dessa projeção, serão de minérios que tem mais qualidade e podem dar à companhia margens melhores de preços.
Murilo Ferreira informou acreditar em um preço médio por tonelada neste ano a partir de US$ 70. A cotação de quinta-feira da tonelada da matéria-prima estava na casa dos US$ 63, depois de ter variado na faixa de US$ 120 em 2013.
A redução do crescimento da China, preocupa a indústria da mineração, mas o presidente da Vale acredita em um cenário de demanda ainda firme do gigante asiático. Com informações do jornal Estado de Minas.