02/03/2026
Atualmente, muitos escritórios estão preocupados em como fazer com que mais pessoas usem a IA, já que uma de suas promessas é que ela reduziria a carga de alguns trabalhos para que as pessoas possam se concentrar mais em tarefas de maior valor e mais envolventes.
No entanto, um recente artigo de Aruna Ranganathan e Xingqi Maggie Ye na Harvard Business Review de fevereiro de 2026 chama atenção que as ferramentas de IA não reduzem o trabalho, elas o intensificam consistentemente.
Conforme uma nova pesquisa que analisou durante oito meses uma equipe de 200 pessoas, as pessoas trabalharam em um ritmo mais acelerado, assumiram um escopo mais amplo de tarefas e estenderam o trabalho para mais horas do dia - muitas vezes sem que isso tenha sido pedido a elas. Importante destacar que a empresa não exigiu o uso da IA generativa, embora tenha oferecido assinaturas corporativas para ferramentas de IA disponíveis no mercado – como muitos escritórios no estão fazendo.
Isso pode parecer uma vantagem, mas o aumento de produtividade observado no início pode ser insustentável, levando ao aumento da carga de trabalho, fadiga cognitiva, esgotamento e enfraquecimento da tomada de decisões.
Uma boa ideia é adotar uma “prática de IA”, um conjunto de normas e padrões em torno do uso da IA que pode incluir pausas intencionais, sequenciamento do trabalho e adição de mais base humana.
A promessa da IA generativa reside não apenas no que ela pode fazer pelo trabalho, mas também na forma cuidadosa como é integrada ao ritmo diário. As recentes descobertas sugerem que a IA torna mais fácil fazer mais, mas mais difícil parar. Por isso é necessário um contrapeso: uma maneira de preservar momentos para recuperação e reflexão, mesmo quando o trabalho se acelera.
A questão que as empresas enfrentam não é se a mudará o trabalho, mas se elas moldarão ativamente essa mudança ou permitirão que ela as molde silenciosamente.
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SilvioBarretoConsultoria