26/05/2026
Uma das questões mais delicadas na perícia de arte europeia é a relação entre as edições digitais e as edições impressas dos catálogos raisonnés. A digitalização parcial de catálogos é uma realidade do mercado, e a ausência de uma obra na versão online não constitui, por si só, argumento de não autenticidade.
Em um caso recente conduzido pela Givoa, a deslocação de nosso perito a Paris e o trabalho em parceria com uma historiadora francesa especializada resultaram no estudo aprofundado da produção do artista e na localização da obra estudada no catálogo raisonné impresso, edição não disponível digitalmente.
Esse resultado confirma um princípio metodológico central para a Givoa: a investigação pericial de alto nível exige equipes presentes no país de origem do artista. Não como recurso complementar, mas como componente estrutural do processo. O acesso a arquivos, coleções de referência e especialistas locais é insubstituível e frequentemente determina o resultado de uma investigação.
A Givoa opera com equipes na Itália, França, Argentina e Portugal precisamente por essa razão.