09/06/2017
Histórico do Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros
O monitoramento da cobertura florestal é uma ferramenta indispensável aos países que adotam políticas públicas para a conservação e preservação de suas florestas.
Desde 1988, a cobertura florestal na Amazônia brasileira vem sendo monitorada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI. O Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) foi o primeiro sistema a ser implantado e foi responsável pela produção da série histórica da taxa de desmatamento na Amazônia Legal. A qualidade dos dados apresentados pelo PRODES possibilitou a elaboração de um nível de referência de emissões de gases de efeito estufa pelo setor florestal brasileiro o que possibilitou a captação de recursos financeiros por desmatamento evitado no âmbito da UNFCCC.
O monitoramento ambiental nos demais biomas se deu na forma de projetos pontuais, tendo início em 2002, com o levantamento da cobertura vegetal e uso do solo nos biomas, com apoio do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira – Probio I. Em 2008, o Ministério do Meio Ambiente - MMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA firmaram acordo de cooperação, para a realização do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite - PMDBBS, que contou com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD. Este programa teve como objetivo o monitoramento sistemático da cobertura vegetal dos biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, a fim de quantif**ar desmatamentos de áreas com vegetação nativa, para embasar ações e políticas de prevenção e controle de desmatamentos ilegais nestes biomas, além de subsidiar políticas públicas de conservação da biodiversidade e de mitigação da mudança do clima. O projeto teve como referência os Mapas de Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros, produzidos pelo Probio/MMA e atualizou os dados de desmatamento para o período de 2002-2008 e 2008-2009. Para o bioma Cerrado, também foram produzidos os dados de desmatamento para os anos de 2009-2010 e 2010-2011.
Entendendo a importância do monitoramento sistemático da cobertura florestal para as ações de combate e prevenção do desmatamento, o Ministério do Meio Ambiente Instituiu o Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, por meio da Portaria nº 365 de 27 de novembro de 2015. O Programa tem como objetivos mapear e monitorar a vegetação, com foco no mapeamento e monitoramento do desmatamento, incluindo suas taxas, a avaliação da cobertura e uso da terra, o monitoramento das queimadas e a restauração da vegetação e extração seletiva. O Programa possui caráter permanente e está estruturado em 3 fases: a primeira, no período de 2016 e 2017, visa consolidar o monitoramento da Amazônia e a implementação e consolidação do monitoramento do Cerrado. Na segunda fase (2017 e 2018) ocorrerá a implementação e consolidação do monitoramento da Mata Atlântica, e na terceira fase (2017-2018) será realizada a implementação e consolidação do monitoramento para a Caatinga, Pampa e Pantanal.
Saiba mais sobre os sistemas de monitoramento
Os sistemas de monitoramento fornecem dados valiosos, que subsidiam a tomada de decisões, contribuindo assim para a gestão e a fiscalização dos recursos florestais e a consequente manutenção da biodiversidade, ciclos biogeoquímicos e climáticos.
Desde 1988, a cobertura florestal na Amazônia brasileira vem sendo monitorada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI. O Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) foi o primeiro sistema a ser implantado. Nos anos 2000, com a identif**ação de outras necessidades e as novas possibilidades trazidas por avanços nas tecnologias de sensoriamento remoto, novos sistemas foram desenvolvidos e implementados pelo Inpe, com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente - MMA e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.
Os sistemas existentes têm desempenhado um papel fundamental para o combate ao desmatamento. Eles operam de forma complementar, atendendo a diferentes necessidades, que vão desde a taxa anual de desmatamento por corte raso (PRODES), passam pela degradação florestal (DEGRAD) e chegam até o diagnóstico dos usos e ocupações das áreas desmatadas (TerraClass).
Como funciona?
Os satélites de observação possuem câmeras, que registram imagens da Terra e transmitem os dados para as estações de recepção de imagens. Após a recepção, as imagens são geradas e processadas, para que possam ser analisadas pelos algoritmos computacionais e por especialistas. Conforme a textura da vegetação ou terreno que aparece na imagem, é possível identif**ar o tipo de cobertura daquela área e, assim, estabelecer se há floresta, outro tipo de vegetação, ou terra totalmente descoberta (desmatada).
Esses satélites são dotados de câmeras com diferentes resoluções espaciais. No caso do monitoramento de cobertura florestal, a resolução é determinante para o grau de precisão dos dados. O Prodes, por exemplo, utiliza imagens com resolução de 30 metros, o que permite ao sistema identif**ar desmatamentos com área maior do que 6,25 hectares, enquanto o Deter trabalha com imagens de resolução de 250 metros, que permitem identif**ar desmatamentos com área maior do que 25 hectares.
Prodes
O Projeto Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES) monitora, desde 1988, o desmatamento na Amazônia Legal, produzindo dados anuais sobre o desmatamento bruto na região. O sistema realiza o levantamento mais detalhado da cobertura florestal na Amazônia, utilizando imagens de satélite com resolução espacial de 30 metros. Ele é capaz de detectar desmatamento, definido como corte raso, com área superior a 6,25 hectares.
A taxa de desmatamento anual tem período de referência que vai desde o início do mês de agosto até o fim do mês de julho do ano seguinte. O Prodes realiza sua primeira divulgação, com uma taxa estimada, até o mês de dezembro e divulga seus dados consolidados a partir de junho do ano seguinte. O Projeto ainda disponibiliza na internet todos os dados digitais produzidos, o que inclui imagens, mapas vetoriais e tabelas.