19/05/2026
Sábado fara 30 dias da realização do Convergência!
E desde então, eu sumi!
Não por escolha fácil. Mas por precisar me recolher e processar tanta coisa...
Sumi porque tinha chegado no limite.
E quem chega no limite não anuncia — só some.
O Convergência foi lindo, foi forte, foi único, foi inesquecível.
Foi também o maior preço que já paguei.
No auge da organização do maior evento da história da TrêsBê, minha vida pessoal desmoronou.
Falta de dinheiro. A doença da minha mãe. O teto da minha casa caindo — literalmente.
E ainda assim: CEO, mãe, filha, mestranda, esposa, líder.
Ainda assim: sorrindo no palco, conduzindo, entregando.
Porque é isso que a gente faz, né?
A gente segura.
A gente sempre segura.
Mas teve um momento — e eu preciso ser honesta sobre isso — em que minha fé, essa que eu sempre descrevi como inabalável, balançou.
Não quebrou. Mas balançou.
E foi exatamente aí que eu entendi o que é ser sustentada.
Teve quem assumiu meus papéis nos dias em que eu só queria chorar.
Teve quem foi minhas pernas quando eu não conseguia sair do lugar.
Teve quem foi meus olhos quando os meus já não enxergavam mais saída.
Mulheres. Sempre mulheres.
Anjos com rosto de gente que eu conheço pelo nome.
Nesse meio tempo, eu colocava a caixa de som no ultimo, escutando Gaby.
Escutando o "Ela É.." que nasceu do coração de mulheres que acreditam que contar histórias de força é um ato político.
O Ela É... — que teve a composição Gabriela Hardman — não é um álbum comum.
É um arquivo vivo de mulheres invisíveis que merecem ser vistas, cantadas, celebradas.
Cada música é uma mulher real. Uma história que o mundo preferiu não contar.
E dentro desse projeto, ela escreveu uma música sobre mim.
Ela se chama "Thay".
E eu escutei essa música nos dias mais difíceis com uma mistura de vergonha e gratidão — vergonha de estar no chão sendo cantada de pé, gratidão de ter alguém que enxergou em mim o que eu já não estava conseguindo ver.
"Quem me protege não dorme, não dorme não, ninguém passa na minha frente, não tem quem derrube esse coração."
Não era sobre vaidade.
Era sobre me lembrar de quem