Qualit Care Saúde

Qualit Care Saúde "Ética, respeito, comprometimento, transparência, sinceridade, profissionalismo, parceria e atendimento individualizado."

A Qualit Care foi idealizada por dois amigos que tinham um sonho de montar seu próprio negócio, e que percebendo o aumento da expectativa de vida da população da melhor idade, e a carência de uma assistência de enfermagem humanizada e qualif**ada, decidiram criar a empresa. O propósito da Qualit Care Saúde é promover, manter e/ou restaurar a saúde, maximizando o nível de independência do cliente/

paciente, enquanto minimiza os efeitos debilitantes das várias patologias e condições que gerência. "Nossa Missão é oferecer assistência à saúde de pacientes e familiares que precisam de apoio e suporte de profissionais especializados. Através de uma filosofia de trabalho que pauta suas ações e diretrizes na qualidade, transparência, humanização e parceria com seus clientes e colaboradores."

Qualit Care Saúde solicita currículos de Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem e Cuidadores para futuras contratações. Fav...
24/08/2017

Qualit Care Saúde solicita currículos de Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem e Cuidadores para futuras contratações. Favor enviar currículo para o E-mail: [email protected]
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04/08/2017
Como identif**ar e tratar a síndrome de DiGeorgeA síndrome de DiGeorge é uma doença rara causada por um defeito congênit...
28/07/2017

Como identif**ar e tratar a síndrome de DiGeorge

A síndrome de DiGeorge é uma doença rara causada por um defeito congênito no timo, nas glândulas paratireoides e na aorta, que pode ser diagnosticada durante ainda durante a gestação. Dependendo do grau de desenvolvimento da síndrome, o médico pode classificá-la como parcial, completa ou transitória.
As crianças não desenvolvem esta doença do mesmo jeito, pois isso varia de acordo com as alterações genéticas de cada uma, no entanto, as características mais comuns incluem:
Pele azulada;
Orelhas mais baixas que o normal;
Boca pequena, em formato de boca de peixe;
Atraso no crescimento e desenvolvimento;
Fenda palatina;
Ausência do timo e das paratireoides, em exames de ultrassom;
Malformações nos olhos;
Surdez ou diminuição acentuada da audição;
Surgimento de problemas cardíacos.
Esta síndrome também pode causar problemas respiratórios, dificuldade para aumentar de peso, atraso na fala, espasmos musculares ou infecções frequentes, como amigdalite ou pneumonia.
A maioria destas características é visível logo após o nascimento, mas em algumas crianças os sintomas podem f**ar evidentes apenas alguns anos mais tarde, especialmente se a alteração genética for muito leve. Assim, se os pais, professores ou familiares identif**arem alguma das características deve-se consultar o pediatra que se possa confirmar o diagnóstico.
Como é feito o diagnóstico
Normalmente o diagnóstico da síndrome de DiGeorge é feito por um pediatra através da observação das características da doença. Assim, caso considere necessário o médico pode pedir exames de diagnóstico para identif**ar se existem alterações cardíacas comuns da síndrome.
Porém, para fazer um diagnóstico mais correto, pode ainda ser pedido um exame de sangue, conhecido como FISH, no qual é avaliado a presença de alterações no cromossoma 22, que é o responsável pelo surgimento da síndrome de DiGeorge.

Você sabe o que é tromboembolismo venoso?Tromboembolismo venoso (TEV) é uma patologia grave de alta incidência mundial, ...
28/07/2017

Você sabe o que é tromboembolismo venoso?

Tromboembolismo venoso (TEV) é uma patologia grave de alta incidência mundial, que se não diagnosticada e tratada precocemente pode evoluir com complicações causando danos ao paciente. Caracterizada pela formação de trombos, compostos por fibrina e elementos figurados do sangue, podendo ocorrer no sistema venoso, na microcirculação e no sistema arterial. Frequente em pacientes adultos internados, principalmente em terapia intensiva, apresenta-se de duas formas: TVP (trombose venosa profunda) e TEP (tromboembolismo pulmonar).

A TVP é uma doença caracterizada pela deposição de trombos em veias profundas, que se manifesta nos membros inferiores. Os sintomas mais comuns são: queimação, câimbra, sensação de peso, dor e edema no membro. Detectar a TVP pode ser difícil, tendo visto que apenas metade dos pacientes afetados apresentam sintomas evidentes.

Em geral, vários trombos se desprendem ao mesmo tempo, ou se fragmentam percorrendo a circulação sanguínea até o lado direito do coração e pela artéria pulmonar entram no pulmão. Essa obstrução causa uma desproporção entre ventilação e perfusão, e consequentemente hipoxemia. O comprometimento de mais de 50% da circulação arterial pulmonar pode levar à morte em pouco tempo, pois os alvéolos perdem a capacidade de produzir surfactante em quantidade suficiente para manter a sua integridade, entrando em colapso e o pulmão desenvolve atelectasia. Se a obstrução arterial for completa, haverá o infarto pulmonar, com necrose dos tecidos pulmonares.

Os principais sintomas da TEP são: dispneia sem motivo aparente, dor pleurítica ou anginosa, taquicardia, hipertermia, pulsos rápidos e fracos, hipotensão arterial, tosse produtiva com expectoração de escarro com raias de sangue, cianose, síncope, agitação e distensão das veias do pescoço.

Fatores de risco

Idade igual ou maior que 55 anos;
tabagismo;
obesidade;
câncer;
quimioterapia;
abortamento recorrente;
uso de contraceptivo hormonal;
reposição hormonal;
puerpério (até 4 semanas);
varizes/insuficiência venosa periférica;
infecção;
internação em UTI;
infarto agudo do miocárdio atual;
insuficiência respiratória;
insuficiência cardíaca.
Profilaxia

Diante da gravidade das complicações do TEV, a profilaxia da TVP é extremamente importante e tem como objetivo diminuir a incidência de trombose, minimizar os riscos de complicações e prevenir a morte por embolia pulmonar.

Profilaxia por métodos mecânicos

Utilizada em pacientes que apresentam risco de TEV aumentado e com contraindicação a profilaxia medicamentosa. Os métodos utilizados são: meia elástica de compressão gradual (MECG), dispositivos mecânicos de compressão pneumática intermitente (CPI) ou bombas plantares (BP).

Profilaxia medicamentosa

Utiliza-se a heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada por via subcutânea, nas seguintes dosagens:

- Pacientes com risco intermediário, nas doses baixas: HNF 5.000 UI a cada 12 horas, enoxaparina 20 mg 1x ao dia, dalteparina 2.500 UI 1x ao dia, ou nadroparina 1.900-3.800 UI 1X ao dia ou Fondaparinux 2,5 mg SC 1x ao dia.

- Pacientes com risco alto, nas doses altas: HNF 5.000 UI a cada 8 horas, enoxaparina 40 mg 1X ao dia, dalteparina 5.000 UI 1x ao dia, ou nadroparina 2.850-5.700 UI 1x ao dia, ou Fondaparinux 2,5 mg SC 1x ao dia.

- Pacientes considerados com risco particularmente alto devem receber a profilaxia medicamentosa associada à mecânica. Devendo ser mantida por 7 a 10 dias, mesmo que o paciente volte a deambular.

Profilaxia em pacientes cirúrgicos

O desenvolvimento da TEV em pacientes cirúrgicos dependerá da idade do paciente, existência de fatores de risco e do tipo de procedimento cirúrgico. Jovens, sem fatores de risco e submetidos a procedimento de pequeno porte não há necessidade de quimioprofilaxia. Já idosos, submetidos a procedimentos de alto risco como artroplastia de quadril ou de joelho, a quimioprofilaxia é indicada. Além disso, a indicação da profilaxia deve considerar os possíveis riscos como o de sangramento associado ao uso de anticoagulantes e plaquetopenia.

O papel do enfermeiro

O enfermeiro exerce um papel muito importante na evolução clínica do paciente, reconhecendo os sinais de sangramento decorrente da terapia com anticoagulantes, prevenindo complicações como a TEP e também no processo de reabilitação, através da mobilidade no leito e estímulo a deambulação precoce.

Diagnósticos de enfermagem

Perfusão tissular cardiopulmonar prejudicada, relacionada com a obstrução da artéria pulmonar;
Ansiedade relacionada com a situação de crise;
Troca gasosa inef**az, relacionada com colapso dos alvéolos;
Proteção inef**az relacionada com o aumento do risco de sangramento causado pelo tratamento anticoagulante;
Risco para lesão relacionado com a possibilidade de haver embolia pulmonar;
Dor aguda relacionada com a inflamação da parede vascular.

Intervenções de enfermagem

Monitorar o padrão respiratório, se a dispneia piorar verif**ar os níveis da gasometria arterial;
Monitorar diariamente os exames de coagulação;
Atentar para sinais de sangramento anormal, durante o tratamento com heparina;
Verif**ar a temperatura e a coloração dos pés do paciente para detectar estase venosa;
Administrar oxigênio CPM, se necessário auxilie o médico na intubação endotraqueal e inicie a ventilação assistida;
Administrar heparina CPM;
Administrar a**lgésicos prescritos;
Após estabilização das condições clinicas do paciente, estimular a realização de exercícios e mobilização ativa e passiva;
Estimular o paciente a deambular logo que possível;

Síndrome de MarfanA aracnodactilia, também conhecida como síndrome de Marfan, é uma doença genética, com transmissão aut...
28/07/2017

Síndrome de Marfan

A aracnodactilia, também conhecida como síndrome de Marfan, é uma doença genética, com transmissão autossômica dominante, com expressividade variável intra e inter familiar que se caracteriza por anormalidades nos ossos, olhos e sistema cardiovascular em diferentes graus.

A aracnodactilia apresenta um quadro clínico muito variado. As principais manifestações clínicas estão concentradas em três sistemas principais:

Esquelético: caracterizado por estatura elevada, escoliose, braços e mãos alongadas e deformidade torácica;
Cardíaco: caracterizado pelo prolapso de válvula mitral e dilatação da aorta;
Ocular: caracterizado por miopia e luxação do cristalino.
A chance de atingir diferentes órgãos recebe o nome de pleiotropia. Dentre as manifestações clínicas, as de maior risco são: aneurismas da aorta e dissecções da mesma.

O diagnóstico é feito experimentalmente. Cabe ao geneticista clínico a investigação da família e aconselhamento genético dos afetados.

Nessa síndrome, a válvula mitral encontra-se alterada, espessada, redundante e com prolapso de parte dela para o interior do átrio direito. Estas alterações podem causar vazamento e refluxo signif**ativo e são avaliadas por meio do exame clínico e do ecocardiograma, e nesse caso há a possibilidade de correção cirúrgica. Como há a possibilidade de endocardite, ou seja, a infecção bacteriana da própria válvula mitral, sendo assim é recomendada a profilaxia dessa infecção através da administração de antibióticos antes de qualquer procedimento médico.

O portador dessa síndrome apresenta o palato duro em forma de V, provocando apinhamento dental, mordida cruzada e desvio do alinhamento normal. Para um correto tratamento desses problemas, é necessário comunicar ao dentista que o paciente é portador da síndrome de Marfan.

Não existe uma cura para essa síndrome, mas há muitas opções para controlar os sintomas e as circunstâncias. Como a síndrome de Marfan não é comum, é importante encontrar um médico que a conheça bem. Durante a anamnese deve ser feito um exame físico detalhado, verif**ar o histórico clínico do paciente e dos familiares, junto com a medida da altura, um exame ocular e um eletrocardiograma.

Uma avaliação anual do esqueleto é importante para detecção de mudanças na coluna ou no esterno, sendo que é especialmente importante no período de maior crescimento de uma pessoa, a adolescência. Em certos casos, uma cinta ou uma cirurgia ortopédica pode ser recomendada para limitar os danos. Exames regulares das vistas são de extrema importância para evidenciação e correção dos problemas de visão. Na maioria das vezes, o uso de lentes de contato pode solucionar o problema, mas a cirurgia pode ser necessária em alguns casos.

Avaliações regulares e o ecocardiograma auxiliam na avaliação do tamanho da aorta e o modo como o coração está trabalhando. Deste modo, um potencial problema é diagnosticado mais cedo e tratado, minimizando os riscos de ameaça à vida. Alguns problemas nas válvulas cardíacas podem ser controlados com o uso de fármacos, como betablocante, que pode reduzir o estresse da aorta.

O que é Síndrome de Turner?Sinônimos: disgenesia gonadal, monossomia do x, síndrome de bonnevie-ullrichA síndrome de Tur...
28/07/2017

O que é Síndrome de Turner?

Sinônimos: disgenesia gonadal, monossomia do x, síndrome de bonnevie-ullrich

A síndrome de Turner ocorre quando o par de cromossomos X não é normal, podendo apresentar um cromossomo X ausente ou parcialmente ausente. A síndrome de Turner pode causar uma variedade de problemas médicos e de desenvolvimento, incluindo baixa estatura, a incapacidade de iniciar a puberdade, infertilidade, malformações cardíacas, certas dificuldades de aprendizagem e problemas de adaptação social.

A síndrome de Turner pode ser diagnosticada antes do nascimento (pré-natal), durante a infância ou na primeira infância. Ocasionalmente, o diagnóstico é tardio. A síndrome de Turner ocorre em 1 a cada 2.000 partos de bebês com vida. Acredita-se que 98% de todos os fetos com Síndrome de Turner abortem naturalmente durante a gestação.

Quase todas as pessoas com síndrome de Turner precisam de cuidados médicos em curso a partir de uma variedade de especialistas. Exames regulares e cuidados adequados podem ajudar a ter uma vida independente e saudável.

Causas
Os humanos possuem 46 cromossomos. Os cromossomos contêm toda informação genética dentro dele, o que conhecemos como DNA. Dois desses cromossomos são denominados se***is, conhecidos como X e Y. Esses cromossomos determinam o s**o, sendo que XX corresponde ao s**o feminino e XY corresponde ao masculino o órgão sexual, sendo XX correspondente à va**na e XY correspondente ao p***s.

A síndrome de Turner ocorre em mulheres que apresentam um cromossomo sexual a menos, ou seja, apresentam 45 cromossomos (um cromossomo sexual a menos) . As alterações genéticas da síndrome de Turner podem ser:

Monossomia completa

Completa ausência de um cromossomo X. Geralmente ocorre devido a um erro no es***ma do pai ou no óvulo da mãe. Isso resulta em todas as células do corpo com apenas um cromossomo X. A monossomia completa do cromossomo X ocorre em 50% dos casos da Síndrome de Turner.

Mosaicismo

Em 20 a 30% dos casos de Sindrome de Turner apresentam o cariótipo em mosaico. Isso signif**a que a paciente apresenta em seu organismo células normais (46,XX) e células com a monossomia do X ao mesmo tempo (45,X). Em alguns casos, há um cromossomo X completo e um exemplar alterado.

Material de cromossomo Y

Em uma pequena porcentagem dos casos de síndrome de Turner, algumas células têm uma cópia do cromossomo X e outras células têm uma cópia do cromossomo X e algum material de cromossomo Y. A presença de material de cromossomo Y aumenta o risco de um tipo de câncer chamado gonadoblastoma.

Fatores de risco

A perda ou alteração do cromossomo X ocorre aleatoriamente. Às vezes, é por causa de um problema com o es***ma ou o óvulo, e outras vezes, a perda ou alteração do cromossomo X acontece no início do desenvolvimento fetal.

O histórico familiar não parece ser um fator de risco, por isso é pouco provável que os pais de uma criança com síndrome de Turner tenham outra com o transtorno. Além disso, ao contrário das trissomias como a trissomias do cromossomo 21 (Síndrome e Down) que aumentam sua incidência com o aumento da idade materna, a Síndrome de Turner tem a mesma incidência independentemente da idade da mulher.

Sintomas de Síndrome de Turner
Os sintomas da síndrome de Turner podem variar signif**ativamente. Isso depende principalmente do resultado do cariótipo se paresenta mosaicismo ou a alteração é em todas as células. Veja:

No momento do nascimento ou durante a infância

Pescoço largo
Retrognatismo (mandíbula não proeminente)
Palato bucal alto e estreito
Pálpebras caídas
Olhos ressecados
Pouco cabelo na parte de trás da cabeça
Peito largo, com mamilos amplamente espaçados
Dedos curtos
Orelhas salientes para fora, e/ou para baixo, podendo girar na direção da garganta linha de cabelos
Braços que dobram para fora na altura dos cotovelos
Unhas estreitas que viram para cima
Inchaço das mãos e pés, especialmente ao nascer
Estatura abaixo da média
Retardo do crescimento
Escoliose
Pés chatos
Quarto metacarpo curto (osso na mão por baixo da junta)
Na adolescência e juventude

Em alguns casos, a presença de síndrome de Turner pode não ser facilmente perceptível. Sinais e sintomas em crianças mais velhas, adolescentes e jovens que podem indicar a síndrome de Turner incluem:

Ausência de surtos de crescimento, às vezes esperados na infância
Baixa estatura, com uma altura adulta de 20 centímetros a menos do que se poderia esperar de um membro feminino da mesma família
Dificuldades de aprendizagem, principalmente quando envolve conceitos espaciais ou matemática, embora a inteligência seja geralmente normal
Dificuldade em situações sociais, como problemas em entender as emoções ou reações de outras pessoas
Devido à falência ovariana, podem não ocorrer as mudanças típicas da puberdade como nascimento de pelos e crescimento de seios
Antecipação do fim ciclos menstruais
Na maioria dos casos, incapacidade de conceber uma criança sem tratamento de fertilidade.

Síndrome de Von Hippel LindauA síndrome de Von Hippel Lindau é uma rara desordem genética, de herança autossômica domina...
28/07/2017

Síndrome de Von Hippel Lindau

A síndrome de Von Hippel Lindau é uma rara desordem genética, de herança autossômica dominante de alta penetrância, caracterizada pelo crescimento anormal de tumores, especialmente em regiões do organismo altamente irrigadas.

Estima-se que afete 1 em cada 36.000 indivíduos nascidos vivos, afetando igualmente homens e mulheres, tipicamente com as manifestações clínicas iniciando-se entre a 2° e 3° década de vida.

O gene envolvido nesta síndrome é o VHL, situado no braço curto do cromossomo 3, na região 3p25. Os portadores deste gene mutado apresentam elevado risco de desenvolver os sintomas da síndrome, sendo a penetrância de 96% até os 65 anos de idade.

De acordo com o fenótipo familiar, esta desordem é classif**ada em diferentes tipos, que são:

Tipo 1: hemangioblastomas de sistema nervoso central (SNC) e ou angiomas de retina e/ou neoplasia renal, sem feocromocitoma.
Tipo 2A: feocromocitoma e/ou hemangioblastomas, sem neoplasia renal.
Tipo 2B: feocromocitoma e/ou hemangioblastomas, com neoplasia renal.
Tipo 2C: feocromocitoma familiar, sem hangioblastoma e sem neoplasia renal.

A sintomatologia varia muito. É composta tanto por tumores benignos, como cistos pancreáticos, renais, de epidídimo e hemangioblastomas ou angioma da retina e SNC; lesões precursoras, como adenomas renais e pancreáticos; tumores malignos, como adenocarcinoma de células claras renais e adenocarcinoma pancreático. As chances de um portador desta síndrome desenvolver câncer são de 25%.

Habitualmente, esta desordem apresenta um padrão familiar, com vários membros afetados. Todavia, por meio de novas técnicas de diagnóstico, casos isolados têm sido encontrados.

O teste molecular de diagnóstico para a síndrome de Von Hippel Lindau chegou ao Brasil em 1998, sendo que, desde então, as famílias portadores desta patologia vêm sendo acompanhadas em centros de Genética distribuídos pelo país.

A escolha de tratar ou monitorar o tumor f**a na dependência de suas dimensões e localização. Nos casos de lesões periféricas, deve-se optar por tratamentos mais agressivos. Neoplasias periféricas com diâmetro inferior a 4,5mm e espessura inferior a 1,0mm são tratadas com fotocoagulação a laser. Já em neoplasias maiores, realiza-se crioterapia como método auxiliar.

Avenida Mato Grosso, 3590 - Sala 17 - Vivendas do Bosque(67)9950-5577 / 9315-1111das 7h30 às 11h00 e as 13h30 às 17h00qu...
25/07/2017

Avenida Mato Grosso, 3590 - Sala 17 - Vivendas do Bosque
(67)9950-5577 / 9315-1111
das 7h30 às 11h00 e as 13h30 às 17h00
[email protected]


"Ética, respeito, comprometimento, transparência, sinceridade, profissionalismo, parceria e atendimento individualizado."

Dor abdominalQuais são as causas da dor abdominal?Todo mundo sabe o que é uma dor abdominal, chamada às vezes de “dor de...
25/07/2017

Dor abdominal

Quais são as causas da dor abdominal?

Todo mundo sabe o que é uma dor abdominal, chamada às vezes de “dor de barriga”, mas é muito importante poder reconhecer a causa dela, e isso pode ser uma tarefa difícil. Deve-se levar em conta o tipo da dor, sua localização e intensidade, suas formas de aparecimento e curso, as condições que a agravam e a aliviam, a concomitância dela com outros sintomas, etc. As dores abdominais podem acontecer por uma inabarcável série de enfermidades. Algumas das principais patologias que causam dor abdominal são a indigestão, a constipação intestinal, os distúrbios estomacais, as intoxicações e alergias alimentares, a apendicite, o excesso de gases no estômago ou no intestino, as úlceras, as doenças pélvicas inflamatórias, as hérnias, os cálculos ureterais ou vesicais, a endometriose, o refluxo gastroesofágico e os tumores. A dor abdominal também pode ser causada por um problema em outra parte do corpo, como as cólicas menstruais, os estiramentos musculares, as doenças pélvicas inflamatórias, as pneumonias, a gravidez ectópica e as infecções do trato urinário.

Como manejar a dor abdominal?

Sempre é necessário encontrar a causa da dor e tratá-la adequadamente. Em alguns casos a causa da dor abdominal é simples e facilmente reconhecível, mas em outros ela pode ser grave e sua causa ser muito difícil de reconhecer, senão impossível. Algumas dores abdominais surgem e desaparecem sem que se possa determinar suas causas. Afortunadamente, a maioria das dores abdominais é simples e apenas requer tratamento caseiro. No entanto, algumas dores abdominais devem preocupar porque podem indicar problemas que requerem tratamento médico imediato, como as que vêm associadas à febre, vômitos persistentes, dificuldades de evacuar, dor ao urinar, abdômen sensível ao toque, quando a dor resulta de algum traumatismo abdominal ou se a dor de causa desconhecida persistir por alguns dias. O paciente sempre deve procurar pronto atendimento se estiver vomitando ou evacuando sangue, se tiver dificuldades respiratórias ou se for uma gestante.

Quais os órgãos da região abdominal?

Todos os órgãos que se encontram dentro da cavidade abdominal e da cavidade pélvica podem causar dor de barriga. Algumas vezes, os órgãos da cavidade torácica também podem causar dor abdominal, como é o caso do coração ou das inflamações nas bases dos pulmões.

Os órgãos dentro do abdómen que podem causar dor abdominal são:

Fígado,
Vesícula biliar,
Vias biliares,
Pâncreas,
Baço,
Estômago,
Rins,
Glândulas suprarrenais,
Intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo),
Cólon (incluindo apêndice).

Já os órgãos dentro da pelve são:

Ovários,
Trompas,
Útero,
Bexiga,
Próstata,
Reto,
Sigmoide (porção final do intestino grosso).

Quais os quadrantes abdominais?

Para tornar mais fácil a localização dos órgãos na grande cavidade abdominopélvica, os anatomistas dividiram a cavidade abdominopélvica em nove regiões, sendo definidas da seguinte forma:

Região Hipocondríaca Direita
Região Epigástrica
Região Hipocondríaca Esquerda
Região Lateral Direita
Região Umbilical
Região Lateral Esquerda
Região Inguinal Direita
Região Púbica (Hipogástrica)
Região Inguinal Esquerda

Quadrante superior direito:

Lobo direito do fígado
Visícula biliar
Piloro
Duodeno
Cabeça do pâncreas
Flexura hepática do cólon
Partes do cólon ascendente e transverso
Quadrante superior esquerdo:

Lobo esquerdo do fígado
Estômago
Corpo do pâncreas
Flexura esplénica do cólon
Partes do cólon transverso e descendente
Quadrante inferior direito:

Ceco e apêndice
Parte do cólon ascendente
Parte do ovário na mulher
Quadrante inferior esquerdo:

Cólon sigmoide
Parte do cólon descendente
Parte do ovário na mulher
Dor abdominal aguda

A dor abdominal aguda é um sintoma comum em várias patologias, tais como:

Gastroenterite;
Apendicite;
Infeção urinária;
Inva**nação;
Adenite mesentérica;
Obstipação;
Úlcera péptica;
Pancreatite;
Patologia do ovário;
Litíase renal ou biliar;
Pneumonia
Etc…
Como se faz o diagnóstico?

Para facilitar o diagnóstico, deve ser feita uma história detalhada sobre a origem e evolução dos sintomas. Diversos factores são importantes no processo de diagnóstico, a saber:

Idade;
Tipo de dor;
Localização da dor;
Duração da dor;
Hora do dia;
Presença de outros sintomas tais como:
Febre,
Náuseas,
Vómitos,
Sintomas urinários,
Alterações do trânsito intestinal.
Quais os sinais de alarme na dor abdominal aguda?

Na maioria das situações benignas a dor localiza-se no umbigo ou em volta deste. As crianças com dor abdominal vomitam frequentemente, mas a maioria das vezes os vómitos desaparecem rapidamente. Alguns sinais de alarme que aconselham consulta médica são:

Dor localizada em outras áreas, principalmente no quadrante inferior direito do abdómen levantando a hipótese de apendicite;
Dor com duração superior a 24h,
Sensação de doença,
Febre alta,
Palidez,
Sudação (suar sem razão aparente),
Prostração (fadiga),
Recusa em brincar,
Recusa em beber ou comer,
Vómitos persistentes (já amarelados/verdes ou com sangue),
Laivos de sangue na diarreia ou alterações na pele.
Dor abdominal crónica, quais as características?

A dor abdominal crónica é um motivo muito frequente de consulta, sobretudo no s**o feminino. Os doentes geralmente têm uma sintomatologia pouco específ**a e na investigação dessas situações apenas em 10% se encontra uma causa orgânica, como por exemplo:

Doença de refluxo gastroesofágico;
Úlceras gástricas;
Gastrite;
Alergia alimentar;
Intolerância à lactose,
Doença inflamatória do intestino;
Doença celíaca;
Litíase biliar;
Pancreatite;
Parasitose.
Quais os sinais de alarme na dor abdominal crónica:

As seguintes condições de saúde devem ser motivo de alarme e consulta médica:

Dor que acorda a criança a meio da noite;
Dor bem localizada e longe do umbigo;
Vómitos persistentes (sobretudo biliosos);
Diarreia crónica grave;
Febre;
Perda de peso;
Atraso de crescimento,
Exantema cutâneo,
Dor articular;
Sangue nas fezes;
Fístula/fissura a**l;
História familiar de doença péptica e /ou doença inflamatória do intestino;
Idade inferior a quatro anos.

Como diagnosticar a dor abdominal?

As características clínicas da dor abdominal ajudam a determinar suas causas e devem ser relatadas com detalhes ao médico. A dor pode ser generalizada ou localizada, urente (que queima), em cólica, em pontadas, irradiada ou não. A dor pode localizar-se predominantemente em qualquer um dos quatro quadrantes do abdômen, de acordo com o órgão atingido e pode ser fraca, moderada ou intensa. Pode iniciar com pouca intensidade e ir agravando-se progressivamente ou começar de maneira súbita, com grande intensidade. Por outro lado, pode ser contínua ou intermitente e se acompanhar ou não de febre, vômitos e outros sintomas. Às vezes obedece a certas circunstâncias ou atividades que as exacerba ou atenua ou são mais frequentes em determinados períodos do dia. É importante também saber que tipo de medicamentos as alivia ou intensif**a.

Cada uma das diversas combinações possíveis dessas características sugere um tipo de patologia. Por exemplo, dores abdominais leves e generalizadas podem indicar má digestão; fortes cólicas generalizadas que aumentam de intensidade sugere obstrução intestinal; uma dor localizada no quadrante direito inferior do abdômen inclina o diagnóstico no sentido de apendicite e as cólicas abdominais que vão e vêm intermitentemente podem sinalizar problemas menstruais ou simples acúmulo de gases, etc. Certas medidas executadas pelo médico (pesquisa das características dos sintomas) podem ajudá-lo a compreender mais sobre a dor. Depois de uma avaliação inicial o médico pode solicitar exames de fezes e/ou urina, radiografias simples ou contrastadas, endoscopia, ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, etc, conforme a patologia suspeitada.

A prática no cuidado ao paciente portador de ferida crônica é uma especialidade dentro da enfermagem, reconhecida pela S...
25/07/2017

A prática no cuidado ao paciente portador de ferida crônica é uma especialidade dentro da enfermagem, reconhecida pela Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (SOBEND) e Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST).
A resolução do COFEN nº 0501/2015 regulamenta a competência da equipe de enfermagem no cuidado as feridas. De acordo com essa resolução cabe ao enfermeiro capacitado a avaliação e prescrição de coberturas para tratamento das feridas crônicas.
A equipe de enfermagem desempenha um papel importante no tratamento de feridas sendo que 80% dos casos são acompanhados a nível primário ou ambulatorial onde a realização dos curativos é feita pela equipe de enfermagem em um processo dinâmico e gradativo, sendo necessário domínio no conhecimento teórico para um acompanhamento e tratamento ef**az, pois a escolha de um tratamento equivocado pode prolongar ainda mais o tratamento da ferida.
O que é uma ferida?
Uma ferida é representada pela interrupção da continuidade de um tecido corpóreo, em maior ou em menor extensão, causada por qualquer tipo de trauma físico, químico ou mecânico.
Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de uma ferida?
Pacientes com Diabetes Melito(DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), possuem alto potencial de desenvolver feridas crônicas visto que complicações vasculares neste grupo são muito mais que frequentes podendo ser potencializados por outros fatores como o tabagismo e a obesidade. Esses fatores comprometem a perfusão tecidual, aumentando o risco de desenvolver lesões e dificultando a cicatrização quando as mesmas ocorrem.
Nos casos de pacientes acamados ou em uso de cadeira de rodas o cuidado deve ser redobrado para evitar o surgimento de lesões por pressão que normalmente surgem devido a pressão continua em proeminências ósseas. Como nosso objetivo é avaliação da ferida crônica em geral não irei me aprofundar neste assunto, para saber mais sobre LPP veja o artigo Úlcera por pressão ou lesão por pressão? de Natália Nardoni !
E paralelamente a estes problemas o paciente pode apresentar problemas que interferem no processo de cicatrização como idade e o seu estado nutricional que se estiver comprometido dificulta o processo de cicatrização prolongando seu tratamento.
A cicatrização é um processo sistêmico, isso signif**a que depende do organismo como um todo. Por tanto, o profissional de saúde deve se concentrar na avaliação holística do paciente ou seja em seu estado nutricional, emocional,psicossocial e ambiental evitando focar-se apenas na ferida, cabendo-lhe tirar dúvidas e esclarecer a importância de hábitos de vida saudáveis como higiene e controle rigoroso de doenças de base como HAS e DM.
Quais são as fases do processo de cicatrização?
A pele é composta por três camadas: uma superficial, a epiderme; uma intermediária , a derme; e uma mais profunda a hipoderme, todas as camada encontram-se unidas entre si. Quando a integridade do tecido cutaneomucoso sofre uma lesão, imediatamente inicia o processo de reparação. Esse processo pode didaticamente ser dividido em três fases fases:
Inflamatória: inicia-se imediatamente no momento em que ocorre a lesão. Nessa fase ocorre formação de trombos, ativação do sistema de coagulação, desbridamento da ferida e defesa contra infecções através das células do sistema imune.
A função da fase inflamatória é preparar o local afetado para o crescimento de tecido novo.Inicialmente ocorre a agregação plaquetária e formação de trombócitos, que liberam mediadores vasoativos, fatores quimiotáticos e fatores plaquetários, cada um com funções diferentes. Em seguida, inicia-se o processo inflamatório, caracterizado pelo aumento do fluxo sanguíneo e ocorrência dos sinais flogísticos: dor, calor, rubor e edema. A resposta inflamatória é facilitada por mediadores bioquímicos de ação curta como a histamina e serotonina e os mais duradouros como bradicinina e prostaglandinas. Os primeiros componentes do sistema imunológico a chegarem na ferida são os monócitos e os neutrófilos que realizam fagocitose das bactérias e decomposição do tecido necrosado. Posteriormente a chegada dos macrófagos que ativam os fibroblastos e células endoteliais.
Fase proliferativa: ocorre a formação de tecido de granulação composto por novos vasos sanguíneos e por brotos endoteliais , fibroblastos , macrófagos e colágeno , este processo ocorre 72 horas após a lesão e prolonga-se até 3 semanas. O colágeno tem papel importante neste processo, é responsável pela consistência e força da cicatriz e formação da matriz celular. Posteriormente ocorre a epitelização por meio dos queratinócitos que são direcionados para as bordas da ferida.
Fase de maturação: inicia-se por volta da terceira semana e estende-se até dois anos. Ocorre um aumento da resistência do tecido, o volume da cicatriz diminui gradualmente e a coloração passa aos poucos de vermelho para o branco pálido, característico do tecido cicatricial. O equilíbrio entre a produção e a degradação de fibras de colágeno é essencial. Caso haja um desequilíbrio nesta fase formam-se cicatrizes chamadas queloidianas ou hipertróf**as.
Você sabia que existem diferentes tipos de cicatrização?
As feridas podem cicatrizar de diferentes formas, sendo a cicatrização classif**ada em:
Primeira intenção: ocorre em feridas pequenas onde as bordas não são muito afastadas, não apresentam infecção e muito edema, as bordas são unidas por meio de sutura.
Segunda intenção: Ocorre grande perda de tecido , maior afastamento das bordas com ou sem infecção, as lesões são mantidas abertas , deixando-as se fecharem por meio de epitelização.
Terceira intenção: Ocorre abertura da ferida, também conhecido como “ Deiscência” devendo ser tratado a causa, podendo ser indicado a limpeza ou debridamento. É necessário aguardar a formação de tecido de granulação saudável para posterior captação das bordas da lesão.
Como são classif**adas as feridas ? Figura2
As lesões crônicas mais comuns são:
Úlceras vasculogênicas (venosas,arteriais ou mistas);
Pé diabético;
Lesão por doença autoimunes;
Estomas;
Feridas oncológicas;
Como devo avaliar uma ferida?
O enfermeiro ao realizar a avaliação da ferida, deve avaliar todo seu aspecto a fim de decidir qual o melhor tratamento a ser seguido. Alguns elementos devem ser avaliados e registrados para garantir um tratamento adequado , cada um dos itens a seguir devidamente registrados facilitam posteriormente a avaliação do profissional:
Área de abrangência e extensão da lesão: define a área onde está localizada a lesão através de medidas de largura e comprimento, devendo ser anotados periodicamente para realização de comparação e evolução da ferida.
Aspecto da área adjacente : a área que se estende ao redor da ferida (perilesional) deve ser observada especif**ando se ela encontra-se: integra,lacerada,macerada,com presença de eczema, celulite, edema, corpos estranhos ou sujidades.
Aspecto da lesão: tipo de tecido predominante ( granulação\esfacelo\necrose).
Características do Exsudato: importante durante a avaliação, observar a presença de exsudato, a quantidade e a qualidade tem ligação direta a suas condições,devendo portanto ser evidenciado o tipo de exsudato, coloração o volume , se muito ou pouco, se fluido ou espesso, purulento, hemático, seroso ou serossanguio , além da presença ou não de odor.
Dor: Na pele encontramos uma variada rede de terminações nervosas sensitivas, nos permitindo a realizar estímulos mecânicos, térmicos e dolorosos provenientes de meio externo. Deve-se ser levado em consideração todos os aspectos relacionados a dor , a existência ou não , tipo de dor apresentada ( pontada, queimação,ardência ou latejante) , tempo e intensidade, se cessa com uso de a**lgésicos e se vem acompanhada de sinais flogísticos.
Infecção: a pele representa uma barreira consideravelmente ef**az contra agentes patogênicos, quando ocorre uma lesão essa barreira é rompida facilitando a penetração de agentes patogênicos. Os mais comuns são Staphylococcus e Streptococcus, sabe-se que alguns microrganismos estão se tornando cada vez mais resistentes como Staphylococcus aureus e Streptococcus aureus ,podendo causar graves prejuízos a ferida e ao paciente, retardando o processo de cicatrização. A identif**ação precoce de infecção nas feridas é fundamental para determinar o tratamento com coberturas apropriadas e remover os tecidos desvitalizados. Deve-se identif**ar sinais clínicos de infecção como a presença de exsudato purulento com odor. É imprescindível avaliar e registrar a presença dos sinais de inflamação: rubor,calor,edema.febre.
Evolução: A maioria dos serviços especializados em tratamento de feridas possuem protocolos bem delineados com formulários apropriados com informações do estado geral de saúde do paciente proporcionando evolução a resposta do tratamento proposto e possibilitando o detalhamento do aspecto da ferida. Todos os itens acima descritos devem constar no registro diário da evolução da lesão.
Em modo geral a característica do tecido encontrado na ferida nos mostra a recuperação ou a piora da ferida com potencial de impedir novo crescimento celular dificultando o processo de cicatrização. Alguns tecidos podem ser vitalizados quando vascularizados apresentam-se de cor viva, clara, brilhante e sensível a dor. Muitas feridas podem apresentar tecidos mistos , devendo ser levado em consideração o tecido predominante no leito da lesão.
Quais são os tipos de tecido que posso encontrar em uma ferida ?
Tecido de Granulação: com coloração rósea ou avermelhada é de extrema importância no processo de cicatrização aparentemente brilhante e úmido é rico em colágeno , localizado na superfície da lesão , indolor porém sangra ao mínimo toque, sendo assim deve-se ter muito cuidado na realização da limpeza e no curativo. Este tecido não pode ser friccionado , removido , deve ser protegido e mantido em meio úmido para proliferar até que se torne um tecido fibroso.
Tecido epitelial ou de epitelização: Aparece na ferida como um novo tecido róseo e brilhante(pele), desenvolve-se a partir das bordas favorecendo o fechamento da ferida. Com o passar do tempo o epitélio torna-se mais espesso e sedimentado.
Tecido macerado: caracterizado pela borda esbranquiçada, esta característica ocorre devido ao excesso de umidade na ferida pelo aumento da exsudação. A permanência de coberturas por longos períodos sem substituição também contribui para umidade excessiva, portanto ao perceber que a o curativo está saturado , deve ser realizado a limpeza e troca de cobertura antes do prazo máximo.
Esfacelo (necrose de liquefação): é descrito como uma membrana fibrosa, composta pelo conjunto de células mortas acumuladas no exsudato. Pode ter presença de bactérias e leucócitos, com aparência de tecido fibrinoso, que se adere ao leito da ferida. Pode cobrir grandes áreas. É considerado um tecido inviável e deve ser removido.
Fibrina: proteína formada no plasma a partir da ação da trombina sobre o fibrinogênio e que é a principal componente dos coágulos sanguíneos.
Tecido Necrótico: resultante da morte celular e tecidual e com consequência perda da função orgânica e do metabolismo e de forma irreversível. Tem como característica coloração preta, marrom ou acastanhada.
Necrose caseosa ocasionada por infecções tuberculosas como características de um queijo tornando-se friável com coloração que varia do esbranquiçado ao acinzentado.
Necrose gangrenosa: pode ser chamada de gangrena. Em alguns casos, se não for revertida com o tratamento, leva amputação do membro por ela acometido. Neste tipo de necrose o tecido sofre alterações por agentes externos como por exemplo,bactéria, o tecido por ser úmido ou seco tornando-se endurecidos e escuros com presença de proliferação de microrganismos na lesão com odor pútrido.
Necrose Coagulativa: Este tipo de necrose é o mais comum, ocorre devido a isquemia tecidual muitas vezes por pressão contínua.
Através de um processo chamado autólise o organismo de forma natural realiza a desintegração de células desvitalizadas pela ação leucocitária. Esse processo é conhecido como desbridamento autolítico.
Porém nas feridas crônicas este mecanismo muitas vezes é insuficiente. Sabemos que um dos obstáculos para o processo de cicatrização é a presença de tecido desvitalizados\ necrótico que se mantidos na ferida cronif**am , aumentando o risco de infecção além de dificultar o processo de cicatrização. Nesses casos pode ser necessário desbridamento cirúrgico, instrumental ou enzimático da ferida.
Antes da realização do procedimento a lesão deve ser avaliada de forma geral , pois o desbridamento pode contribuir para o aumento da dor do paciente. Deve- se levar em consideração um esquema terapêutico para controle da dor e a circulação deve ser avaliada pela temperatura, coloração, e da frequências dos pulsos adjacentes. Após uma avaliação criteriosa a escolha do procedimento deve ser feita, entre as seguintes opções:
Desbridamento cirúrgico – consiste na remoção completa do tecido necrótico , esta técnica é realizada em centro cirúrgico pelo cirurgião, indicada quando o paciente necessita de uma intervenção mais urgente e está indicada para necroses de coagulação e liquefação.
Desbridamento instrumental : a remoção do tecido desvitalizado é removido de forma gradativa e seletiva em diversas sessões, pode ser realizado a beira leito ou em sala de curativo com a utilização de material cortante como bisturi , tesoura, pinças e coberturas hemostáticas, podendo ser combinado com outras técnicas como enzimático e autolítico esta técnica pode ser realizada pelo enfermeiro devidamente capacitado com conhecimento e formação específ**a que lhe proporcione, habilidades e atitude ,conforme parecer do Coren nº 013/2009.
Desbridamento enzimático:Consiste na aplicação tópica de substâncias enzimáticas e proteolíticas que atuam como desbridantes diretamente em tecidos necróticos ,a escolha da enzima deve ser feita após avaliação do tipo de tecido que se quer desbridar. Recomenda-se proteger a pele perilesional para evitar a maceração do tecido.
Dentre as formas de tratamento das feridas , um aliado ao cuidado são as utilizações de coberturas específ**as para cada apresentação do leito da lesão. O profissional deve avaliar o aspecto da ferida para escolha da cobertura adequada com objetivo de criar um ambiente adequado para facilitar o processo de cicatrização. Em alguns casos deve ser considerado a possibilidade de utilizar mais do que uma cobertura na ferida.
Existem diversos tipos de coberturas, dentre as mais usadas temos:
Ácidos Graxos Essenciais (AGE), registrado pela ANVISA como cosmético está indicado para uso em pele íntegra visando a prevenção de lesões favorecendo a nutrição celular e hidratação da pele formando uma película protetora.
Alginato de Cálcio e Sódio: possui alta efetividade microbiana previne contaminação externa, indicada em lesões cavitárias; úlceras venosas; lesões por pressão; queimaduras de 2º grau e áreas doadoras de enxerto e lesões com pouco sangramento. Contraindicada em necroses secas, Deve ser trocada sempre que estiver saturado, e sua permanência máxima é de até 7 dias.
Bota de Unna: promove a compressão no membro aumentando o retorno venoso e melhora drenagem linfática. Mantém meio úmido para cicatrização sendo indicado em úlceras venosas e edema linfático de membros inferiores, recomendada a pacientes que deambulam. A troca da bota de unna pode ser feita a cada 7 dias e prevê capacitação do profissional para colocação do material.
Carvão ativado com Prata – tem ação bactericida absorve exsudato neutralizador de odor e está indicado em feridas de moderado a muito exsudato, superficiais ou profundas, infectadas ou não, com o sem tecido necrótico,Deve ser trocada sempre que estiver saturado, e sua permanência máxima é de até 7 dias. Importante ressaltar que esta placa não pode ser cortada, caso a ferida seja menor que o tamanho da placa , as bordas devem ser protegidas.
Colagenase – promove desbridamento enzimático suave e não invasivo está indicado para feridas com tecido desvitalizado. Deve ser trocada sempre que estiver saturado ou a cada 24h.
Hidrogel: proporciona ambiente úmido evita ressecamento e desbrida áreas de necrose indicado feridas limpas não infectadas com áreas necróticas ou esfacelo . Deve ser trocado em feridas infectadas: no máximo 24 horas e tecidos com necrose: no máximo a cada 72 horas.
Malha de Acetato de celulose: evita a aderência do curativo ao leito da ferida.está indicada feridas como queimaduras (primeiro ou segundo grau), abrasões, enxertos, úlceras venosas, entre outros. Deve ser trocado em média a cada 24 horas.
Microfibra – curativo super absorvente, gel macio e coesivo que se adapta ao leito da ferida mantém ambiente úmido ideal para a cicatrização e controle do excesso de exsudato. Promove o desbridamento autolítico com a remição natural do tecido desvitalizado mantendo o meio úmido. O curativo vai se desprendendo de acordo com a reepitelização, pode permanecer até 14 dias de acordo com o fabricante.
Papaína: possui ação bactericida e desbridamento químico, ação anti-inflamatória diminui edema local. Deve ser usado com critério conforme apresentação,2% – tecido de granulação 4% – granulação e secreção purulenta 6% – Necrose de liquefação 8%– necrose de liquefação + necrose de coagulação 10%- necrose de coagulação. Deve ser trocado duas vezes ao dia ou conforme saturação do curativo.
Placa de Hidrocolóide: impermeável à água e bactérias e vírus, isola o leito da ferida do meio externo evitando o seu ressecamento e a perda de calor. Mantém ambiente úmido, está indicado em abrasões, lacerações, cortes superficiais, queimaduras, rachaduras de pele, lesão por pressão e úlceras diabéticas, feridas cirúrgicas. É indicada também para prevenção de lesões de pele.Deve ser trocado a cada 7 dias ou quando houver presença de fluido na ferida.
Sulfadiazina de prata: exerce ação bactericida imediata e ação bacteriostática residual pela liberação de pequenas quantidades de prata iônica está indicada em caso de queimaduras; lesões infectadas ou com tecido necrótico. Deve ser trocado no máximo a cada 12 horas ou quando a cobertura secundária estiver saturada, a cada troca toda a pomada deve ser removida.
Quais são os aspectos a serem considerados na realização do curativo?
Alguns princípios básicos devem ser seguidos para realização de curativos:
Lavagem das mãos antes e depois do procedimento;
Comunicar ao paciente o procedimento que será realizado e explicar o tratamento em curso;
A limpeza da ferida deve ser feita com soro fisiológico 0,9%;
Avaliar se a técnica deve ser estéril ou limpa;
Não secar o leito da ferida;
Utilizar coberturas que favorecem a cicatrização, mantendo meio úmido ;
Preencher cavidades ;
Proteger as bordas da ferida;
Ocluir com material hipoalergênico;
Desbridar quando necessário;
Utilizar cobertura conforme a apresentação do tecido;
Registrar em prontuário o procedimento realizado e a evolução da ferida.

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