30/03/2016
Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) pretende abrir caminhos para ampliar o uso da erva-mate em outros produtos como cosméticos, energéticos e detergentes. Desde então, a planta, que é típica do Sul do Brasil, estava associada tradicionalmente ao chimarrão e chás.
A descoberta consiste no desenvolvimento de plantas com teores diferenciados de cafeína e outros componentes que podem interessar a novos segmentos de mercado, além do aumento do valor agregado do produto.
A pesquisa propõe uma identificação de árvores-matrizes com boa produtividade e características de interesse como, por exemplo, o teor de cafeína. Depois disso, as plantas são clonadas através de uma técnica conhecida como miniestaquia. Na sequência, as mudas passam a ser cultivadas em viveiros ou canteiros
A Embrapa acrescenta que com o desenvolvimento da pesquisa, mesmo o tradicional mercado de chimarrão pode ser beneficiado.
O foco principal nesta questão está relacionado a diminuição do teor de cafeína, já que muitos consumidores evitam a bebida por conta de sua ação energética. "Pode ser lançado um chimarrão naturalmente descafeinado, que poderá ser ingerido por essas pessoas", ressalta Cristiane.
Cerca de 180 mil agricultores que vivem do plantio da erva-mate no PR. Pesquisa pretende desenvolver plantas com teores diferenciados de cafeína.