24/08/2026
🔐 O uso da palma da mão para confirmar pagamentos começou a ganhar espaço no Brasil, mas exige uma atenção especial à privacidade. Essa tecnologia reconhece características únicas da pessoa, como as linhas da mão e o desenho das veias.
Por isso, essas informações são consideradas dados pessoais sensíveis pela LGPD. Diferente de uma senha ou de um cartão, a biometria não pode ser alterada quando ocorre um vazamento. O risco pode acompanhar a pessoa por muitos anos e permitir tentativas de fraude ou uso indevido em outros sistemas.
Para utilizar esse recurso, as empresas precisam explicar com clareza por que os dados serão coletados, como serão usados, onde ficarão guardados, com quem poderão ser compartilhados e quando serão eliminados. Também devem oferecer proteção adequada desde a criação do serviço, limitar o acesso às informações e avaliar previamente os possíveis impactos para os usuários.
O pagamento pela palma deve ser uma opção, sem impedir o uso de outros meios. Se houver falha de segurança, tanto a empresa que define o uso da biometria quanto o fornecedor que armazena ou processa os dados poderão ser responsabilizados, conforme a atuação de cada um.
🔐👉 A tecnologia pode trazer praticidade, mas sua adoção somente será segura quando conveniência, transparência e proteção caminharem juntas.