19/12/2025
Nem tudo o que faço é mostrado em tempo real. Alguns trabalhos precisam de silêncio, escuta, presença e maturação.
BASTIDORES DO QUE FAÇO nasce para compartilhar, com cuidado e verdade,
as experiências, aprendizados e encontros que marcaram minha atuação em 2025, pois nem tudo acontece no palco. Muito do essencial acontece nos bastidores.
Aqui não estão apenas resultados,
estão processos, reflexões e o sentido que encontro no caminho.
Porque acredito que o valor do trabalho também mora naquilo que acontece antes, durante e depois da ação.
Assim, começo minha partilha de 2025 pelo dia 13 de março, no qual estive no Restaurante Brasido, no Shopping Estação em Cuiabá, a convite da querida aluna e amiga Thaynara, para conduzir uma Roda de Conversa com as colaboradoras, dedicada à saúde mental e ao autocuidado.
Mais do que um encontro formal, foi um espaço de pausa em meio a uma rotina intensa, marcada por ritmo acelerado, exigência constante e demandas emocionais que, muitas vezes, f**am invisíveis.
Sentadas em roda, falamos sobre o impacto do trabalho na vida emocional, sobre sinais de cansaço que o corpo e a mente vão dando aos poucos, e sobre como, muitas vezes, seguimos funcionando sem nos escutar. Vieram relatos, silêncios, reconhecimentos e identif**ação umas com as outras.
Também vivenciamos pequenas práticas simples — respiração, alongamento, atenção ao presente — não como fórmulas mágicas, mas como lembretes possíveis de cuidado no meio do dia. O autocuidado apareceu ali não como algo distante, mas como algo que cabe em pequenos gestos, quando há consciência e permissão.
O que esse encontro me ensinou, mais uma vez, é que cuidar da saúde mental no trabalho começa criando espaços seguros de escuta. Quando as pessoas podem falar, reconhecer limites e se apoiar, algo muda — no clima, na relação e na forma de estar.
Saí dessa roda com a certeza de que, mesmo em ambientes operacionais e exigentes, há espaço para humanidade. E que, muitas vezes, o cuidado começa simplesmente quando alguém pergunta: “Como você está?” — e realmente escuta a resposta.
É por isso que sigo acreditando no trabalho feito com presença, respeito e sentido.