30/06/2021
Alerta aos Hoteleiros do Brasil.
A quase totalidade dos hotéis, resorts, pousadas e outros meios de hospedagem fecharam suas portas mundo afora, logo após a decretação da pandemia. Pouco a pouco, vimos a sua reabertura. Primeiramente, nos destinos e propriedades com maior vocação para o turismo de lazer. Os hóspedes, majoritariamente locais, viajando de carro ou outros meios terrestres. Mas as taxas de ocupação seguem muito abaixo das médias pré-pandemia. Com raras exceções.
Infelizmente, no Brasil, esse quadro deve-se prolongar um pouco mais, devido ao ritmo de imunização da população. Ainda conviveremos com restrições de circulação, limites máximos para ocupação, proibição de eventos e outras dificuldades do gênero.
Uma boa notícia neste cenário, foi o crescimento das reservas pelos canais diretos dos hotéis. Centrais de reservas, websites, e recepções das propriedades viram um aumento significativo do movimento, quando comparado a períodos anteriores em termos proporcionais. A razão é bastante fácil de entender: a intensa procura por informações confiáveis e detalhadas sobre as medidas de biossegurança adotadas pelos hotéis. Em parte, isso deveu-se ao fato de que os portais de grandes players da distribuição eletrônica, especialmente as agências de viagens on line (OTA´s), não foram capazes de incorporar tais informações. Mas isso não permanecerá para sempre assim. É previsível que os grandes distribuidores de viagens e hospedagens, assim que as condições permitirem, voltarão a investir pesado em comunicação.
Imagina-se que cada hoteleiro deva ter identificado essas ocorrências e tomado medidas adequadas para adaptar o seu empreendimento (ou empreendimentos) e tirar o máximo de proveito das novas circunstâncias.
A questão crucial que se coloca é a seguinte: diante da retomada das viagens que se prevê mais intensa e rapidamente no lazer do que no corporativo e eventos, como os empresários do setor hoteleiro estão se preparando para adaptar as suas operações e o seu marketing, visando manterem-se competitivos e lucrativos nesta nova realidade do mercado?
Sim, nova realidade do mercado. Podemos afirmar, com elevado grau de certeza, que os comportamentos de compra dos viajantes quanto à antecedência em relação às datas de entradas nos hotéis, períodos e durações das estadas, utilização de canais de distribuição, sensibilidade ao valor das diárias e flexibilidade nas condições de cancelamento e de pagamento deverão sofrer alterações importantes. Algumas em caráter permanente. Uma coisa ao menos não deverá mudar radicalmente nos curto e médio prazos: a preocupação dos hóspedes com as condições de higiene e sanitização dos hotéis.
Imaginar que no pós-pandemia poderemos continuar com as mesmas práticas, metodologias e paradigmas vigentes no pré-pandemia é o mesmo que decretar o fracasso dos nossos empreendimentos. E o momento para planejar e colocar em prática essas mudanças é agora. O empresário que quer seguir com o seu negócio de forma sustentável (e rentável), precisa dedicar parte do seu tempo já, com o objetivo de tentar antecipar essas novas tendências, implementando um novo curso de ações para suas operações e seu marketing, especialmente.
Não acreditamos em fórmulas mágicas nem em receitas prontas do tipo, “o mesmo tamanho serve para todos”. Mas nos parece certo de que, seja qual for o caminho escolhido pelo hoteleiro, fatalmente irá precisar das ferramentas digitais. Isso porque, as relações entre as pessoas e as marcas se tornaram digitais.
O mundo pós-pandemia não será nunca mais o mesmo. Isso afetará, indistintamente, indivíduos, corporações e governos. Negar essa realidade não trará ganhos a ninguém. Sair na frente nos dará chances ainda maiores de sucesso. Pensemos nisso.