18/07/2021
RECURSOS HUMANOS OU FERRAMENTAS VIVAS?!
Há algum tempo escutei de meu estimado médico a seguinte frase:
"Gugik, precisamos entender QUASE mais de informática que de medicina!"
Dando uma 'passadinha' nas páginas de recrutamento, vejo algumas 'coisas' que me colocam a pensar, como por exemplo:
- "determinante dominância em METODOLOGIAS ÁGEIS"...
✓ minha percepção: não basta, pois é exigido FRAMEWORK, SCRUM, ÁGILE TOOLKIT, PRODUCT BAKLOG, EXTREME PROGRAMMING (XP), LEAN DEVELOPMENT, FEATURE-DRIVEN DEVELOPMENT (FDD)Extreme Programming (XP), Lean Development, RUP, KANBAN, OPENUP, PDCA, ISHIKAWA, DMAIC, DMADV e outras tantas;
- "dá-se preferência ao conhecimento das metodologias de remuneração"...
✓ minha percepção: e não só, mas aquelas do tipo KORN FERRY, MERCER, MARREIRA MULLER, HAY, TOWER WATSON, entre outras;
- "espera-se candidato certif**ado por SIX-SIGMA"...
✓ minha percepção: é necessário ter muito mais na bagagem, ou seja, certif**ação em MASTER BLACK-BELT, CHAMPION e ou SPONSOR.
Tudo 'isso', e mais um pouco, sem considerar que os profissionais requisitados devem ter segunda língua como dominância ou nativa e ou terceira língua como preferência, bem como muito habilidades em sistemas de informações, quase exclusivos e tipos de outros 'atributos congênitos', como por exemplo, KANBAN, LEAN, HERZBERG, MASLOW, PMBOK e uma 'batelada' de 'parafernalhas' que parecem impressionar empregadores que, por sua vez, se sentem obrigados a contratar, para não parecerem 'fora do mercado' e, ao mesmo tempo, maldizem os consultores e abrem o 'discursos dos altos salários' (como se fossem altos mesmo, ainda mais na iniciativa privada, lembrando que nas esferas governamentais de salários estratosféricos, essas 'exigências' parecem não fazer sentido).
Mas, e aquele RECURSO HUMANO que é gerido, administrado e defendido como o 'maior patrimônio da organizações'?
Será que entramos em via de mão única para contarmos com FERRAMENTAS ATIVAS, sem que o SER tenha a merecida importância, ou essa minha reflexão é apenas entendida como um simples devaneio?!
O que estamos fazendo com as pessoas? Preferimos discurso à ação efetiva de gestão (por conceito, "gestão é a própria ação humana voltada para o resultado", Gugik, 2012)? Priorizamos o ser robótico ao ser pensante? Damos lugar ao que nunca será absorvido em uma organização completamente, a não ser pela via de um 'pseudomarketing' pretenso diferenciador?
Não me tome como negacionista, discricionário, neandertalista, ou ainda, ortodoxo, ou tradicionalista, mas como 'UM SER PENSANTE QUE ADORA FERRAMENTAS, MAS DETESTA SER UMA DELAS".
SUGESTÃO:
Viva o SER HUMANO!
Grato. Um grande abraço. Professor Francisco José de Arimathea Gugik.