06/10/2026
Terceira parte da nossa imersão em Brasília com o grupo de profissionais da Confraria Arquitetura e Design em uma experiência proporcionada pela OfficeFlex.
Depois da CASACOR e da arquitetura monumental, seguimos nosso olhar pela cidade chegando às superquadras — talvez uma das experiências que mais me fizeram pensar sobre a relação entre arquitetura, urbanismo e o modo como vivemos.
Pilotis livres, janelas em fita, cobogós, azulejos, áreas verdes e edifícios de poucos pavimentos compõem uma paisagem muito particular. Mas, mais do que os elementos arquitetônicos, o que me chamou atenção foi perceber como esse desenho interfere diretamente na forma de viver a cidade.
Os térreos livres e sem cercas permitem atravessar os edifícios, conectando jardins, caminhos e espaços de convivência.
Escola, comércio e outros equipamentos de uso cotidiano fazem parte dessa lógica de proximidade, criando uma relação entre o morar e a cidade muito diferente daquela a que estamos acostumados.
Para quem vem de uma realidade cada vez mais cercada por muros, grades e condomínios fechados, essa experiência provoca algumas reflexões…
A arquitetura não determina sozinha a maneira como vivemos, mas certamente pode criar condições para o encontro, a convivência e uma relação mais aberta com o espaço coletivo.
Talvez tenha sido isso que mais me interessou nas superquadras: perceber, na prática, como uma ideia de cidade pensada há tantas décadas continua influenciando a vida de quem mora ali — e nos fazendo pensar sobre as cidades que construímos hoje.
Brasília 2026 | Superquadras