08/03/2026
Minha mãe era mineira, e veio morar em Curitiba quando eu ainda era bebê. Uma mulher que foi mãe para mim e minhas irmãs, meus primos e amigos, e para milhares, milhares de crianças a partir do ano de 1985 mais ou menos.
A Clau, naquela época, foi convidada e foi presidente voluntária da FEPE (Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional).
Ela conheceu então, a fundo, a difícil vida de tantas famílias que possuem filhos com necessidades especiais. Nesta fundação, trabalhava o médico Dr. Wittig, pesquisador das causas dos danos genéticos nesta porção da população. E um dos fatores era a , causada por uma intolerância ao glúten. Uma criança recém-nascida, pode, mesmo nascendo perfeita, ter todo o seu metabolismo alterado e se tornar portadora de severas deficiências físicas/mentais, logo nos primeiros anos de vida, apenas por ingerir glúten!!
Na Escola Ecumênica, ficava também o laboratório onde se faziam alguns exames, dentro ainda da fase inicial das pesquisas do , entre eles o .
Minha mãe, vendo como isto era importante, atuou fortemente para que ele deixasse de ser eletivo para ser obrigatório na rede pública municipal, e conseguiu isso com o apoio dos vereadores e .
Na sequência, abriu o caminho, junto com estes vereadores, para que o exame do pezinho fosse obrigatório também em todo o estado do PR, e na sequência foi incluído como protocolo em toda e qualquer maternidade do nosso país.
Hoje, o exame ajuda na prevenção da doença nos portadores da fenilcetonuria, além de mais de 30 outras doenças de alteração genética. É obrigatório há quase 40 anos.
É isso, queria que vocês conhecessem um pouco de quem foi a Clau para tanta gente. Ou a Clau, minha mãe.
Este foi um dos legados dela para a nossa sociedade, qualquer hora vou contar algumas das outras contribuições dela para o mundo onde vivemos.
Obrigada Clau!! ❤️❤️❤️✨