09/10/2026
Quando um profissional importante pede demissão, é natural pensar em uma contraproposta.
Mas antes de definir um novo valor, vale entender o que realmente provocou a decisão de sair.
Se a causa é uma defasagem salarial reconhecida, uma correção pode fazer sentido.
Mas se existem questões de perspectiva, liderança, autonomia, ambiente ou desgaste, aumentar a remuneração pode apenas adiar uma conversa que continuará necessária.
Também vale considerar o impacto sobre o restante da equipe e a coerência da nova proposta com aquilo que a empresa praticava até então.
Por isso, eu evitaria a regra de que contraproposta é sempre boa ou sempre ruim.
A pergunta não é apenas “o que faria essa pessoa ficar?”.
É também:
“Se ela ficar, aquilo que a fez querer sair terá mudado?”
Essa resposta talvez seja mais importante do que o valor da contraproposta.