04/08/2023
LEGENDA:
As operadoras de planos de saúde estão enfrentando um aumento significativo de fraudes nos últimos anos e estão tomando diversas medidas para combatê-las. As fraudes mais comuns ocorrem nos pedidos de reembolso, e as operadoras têm identificado casos que vão desde pequenos golpes até organizações criminosas.
O aumento das fraudes tem sido atribuído à acelerada digitalização que ocorreu durante a pandemia, facilitando práticas fraudulentas, como o "reembolso assistido" em que clínicas solicitam login e senha dos beneficiários para realizar pedidos de reembolso indevidos.
As operadoras estão intensificando o uso de tecnologias como a biometria facial e inteligência artificial para identificar possíveis fraudadores. Além disso, estão buscando parcerias com empresas como o Google para remover anúncios fraudulentos que promovem práticas irregulares.
O valor gasto pelas operadoras com reembolsos fraudulentos aumentou consideravelmente, causando impacto financeiro para as empresas e, consequentemente, para os consumidores, já que tais despesas são consideradas no cálculo dos reajustes dos planos.
Outros tipos de fraudes comuns, como fornecer dados pessoais a clínicas, empréstimo de carteirinha, fracionamento de recibo, reembolso sem desembolso e golpes virtuais. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) criou uma cartilha para orientar clientes e prestadores de serviço sobre esses tipos de fraudes.
Em resposta a essa situação, as operadoras têm buscado a cooperação das autoridades, como o Ministério Público, para investigar e denunciar os casos de fraudes. Além disso, estão intensificando suas ações internas de análise de dados e comunicação para combater essas práticas e proteger seus beneficiários.
Porém a prática de fraudes em planos de saúde não prejudica apenas as operadoras, mas também os próprios consumidores, ou seja, os beneficiários dos planos. Existem várias razões pelas quais as fraudes impactam negativamente os beneficiários:
Aumento dos custos: As fraudes levam a um aumento dos custos operacionais das operadoras de planos de saúde, pois elas precisam investir em recursos e tecnologias para combater e detectar essas práticas.