24/01/2020
Ukulele (ou ukelele) é um instrumento musical português (Machete, Braginha, Cavaquinho) Ukulele é o nome que os havaianos deram ao instrumento que foi popularizado com esse nome mundialmente.
De cordas beliscadas, geralmente com quatro cordas de tripa ou com materiais sintéticos como nylon, entre outros. Esse instrumento é composto de 4 cordas e é encontrado em vários tamanhos e formas.
O ukulele tem sua origem no século XX, tendo como ancestrais o braguinha o machete e o rajão, instrumentos levados pelos madeirenses, nomeadamente João Fernandes, quando emigraram para o Havaí para trabalhar no cultivo da cana-de-açúcar naquelas ilhas.
No idioma havaiano, ʻukulele quer dizer, dentre as interpretações possíveis, “pulga saltitante”, por causa do movimento das mãos de quem toca o instrumento. Já na interpretação da rainha Liliʻuokalani, significa "presente que veio de muito longe", numa referência às origens do instrumento. Outra hipótese é que a palavra ʻukulele seja derivada de ʻūkēkē, um arco musical nativo do Havaí.
Além de ser utilizado na música tradicional havaiana, o ukulele foi bastante utilizado na música popular norte-americana. No pré-Segunda Guerra Mundial, foi utilizado por músicos de vaudeville como Roy Smeck e Cliff Edwards. Por ser portátil e relativamente barato, foi muito popular entre jovens músicos amadores durante a década de 1920, evidenciado pela impressão de diagramas de acorde para o instrumento nas partituras de música popular publicadas na época.
No pós-guerra, Mario Maccaferri produziu em larga escala ukuleles de baixo custo feitos inteiramente de plástico. Muito da sua popularidade foi cultivada pelo apresentador de TV e cantor Arthur Godfrey. Tiny Tim também se tornou um ícone do ukulele ao se apresentar com “Tiptoe Through the Tulips”.
O interesse no ukulele caiu até meados dos anos 90, quando sua popularidade voltou a crescer. O conjunto Ukulele Orchestra of Great Britain, formado no final dos anos 80, faz versões de músicas pop no ukulele. O músico havaiano Israel Kamakawiwo'ole também ajudou a popularizar o instrumento, especialmente com seu pot-pourri de "Over the Rainbow" e "What a Wonderful World". George Harrison era um grande apreciador do ukulele, especialmente da sua variedade banjolele, e o utilizou nas gravações de algumas faixas do seu último disco, Brainwashed. Paul McCartney, que utilizou o ukulele na música Ram On, e hoje em seus shows homenageia George Harrison com uma performance de "Something" no seu Gibson tamanho tenor.
Um dos maiores virtuoses do ukulele foi o norte-americano John King (1953—2009), célebre por suas interpretações de obras de Johann Sebastian Bach (como a partita BWV 1006 completa) e pela aplicação da técnica de campanella. King também escreveu sobre a história do instrumento.
O ukulele tem alguma popularidade no Brasil hoje, sendo mais conhecido por causa da banda Beirut. Alguns músicos e conjuntos brasileiros utilizaram o ukulele em suas músicas, como a cantora Marisa Monte, no disco Universo ao Meu Redor, o cantor Tiago Iorc, na música “It's a Fluke” do cd Zeski, e a A Banda Mais Bonita da Cidade na música Oração. O músico James Hill fez alguns workshops no ano de 2012 no país. Também presente em quase todas as músicas da extinta banda TRI. Em 2016 aconteceu o primeiro grande festival e congresso online de ukulele - a Semana do Ukulele, idealizada pelo Mestre Vinícius Vivas (autor da primeira dissertação de Mestrado sobre ukulele no Brasil).[10] O evento contou com 1200 inscritos e palestrantes de diversos estados.
Altamente popular entre iniciante e público feminino,por possuir somente 4 cordas de nylon deixando o instrumento mais fácil pro aprendizado