23/02/2026
Essa semana foi a semana do meu aniversário.
E eu escolhi comemorar onde a arquitetura conversa com o tempo, com a luz e com a emoção.
Jantei com a minha família no local onde a me convidou a projetar seu showroom e o restaurante .
Em meio a um cenário de palmeiras atravessando a estrutura e tecidos que dançam com o vento, ouvi da minha cunhada algo que me marcou profundamente:
“Mesmo que ninguém tivesse contado, eu saberia que foi você que fez. Isso tem muito a tua identidade.”
Durante o dia, o projeto se revela leve. A estrutura em madeira cria um ritmo, conduzindo o olhar. A luz natural atravessa os vazios, desenha sombras suaves e faz o espaço respirar. Tudo é aberto, fluido, conectado ao entorno, como se o showroom e o restaurante estivessem sempre em diálogo com a paisagem.
À noite, a arquitetura muda de tom.
A iluminação baixa e quente abraça o percurso, valoriza os planos, destaca a vegetação e transforma o caminhar em experiência. A luz não aparece, mas se sente. Ela conduz, acolhe, desacelera. O mesmo espaço, outra atmosfera. A mesma essência.
Talvez o maior presente dessa semana tenha sido esse: perceber que meu trabalho fala por mim. Que existe uma assinatura silenciosa nos detalhes, nas proporções, na forma como a luz toca a matéria.
Arquitetura, pra mim, é isso.
Criar lugares que as pessoas reconhecem, mesmo sem saber explicar por quê. 🤍