Flávia Vieira Desenv. Humano

Flávia Vieira Desenv. Humano 🌹

Existe uma dor que aparece no meio da maior alegria da sua vida, e que por isso mesmo não encontra lugar para ser respei...
08/06/2026

Existe uma dor que aparece no meio da maior alegria da sua vida, e que por isso mesmo não encontra lugar para ser respeitada.

Ela chega quando você está amamentando às três da manhã e percebe que não se lembra mais de como era acordar e pertencer só a você mesma.

Quando você tenta se recordar do que gostava de fazer antes de ser mãe, e a memória demora um tempo longo demais para responder.

Quando você se pega olhando para fotos antigas com uma estranheza que não é saudade. É a sensação de estar olhando para alguém que você conhecia bem e que foi se tornando cada vez mais difícil de alcançar.

Essa mulher que existia antes não sumiu por descuido. Ela foi sendo sobreposta, camada por camada, pela urgência constante de tudo o que a maternidade exige.

O que ninguém fala é que esse processo dói, e que é possível amar com uma intensidade que você nunca imaginou ser capaz de sentir, mas ao mesmo tempo carregar um luto que não tem reconhecimento, que não recebe cuidado, que muitas vezes nem chega a ser dito em voz alta.

Esse luto é o peso real de uma transformação que ninguém atravessa sem perder algo de si mesma no caminho.

Esse luto merece o mesmo cuidado que você oferece a todo mundo ao redor.

05/06/2026

Existe uma frase que as pessoas dizem com toda a boa intenção do mundo: "o importante é estar viva."

Nisso, tem uma verdade. E também tem verdade no fato de que perder o cabelo, durante um tratamento, não é perder apenas cabelo.

É perder a forma como você se reconhecia no espelho num momento em que tudo já está difícil demais. É ter o corpo marcando por fora o que você está atravessando por dentro, sem que você não tenha pedido essa visibilidade.

O sofrimento diante de uma perda assim não precisa ser justif**ado pela gravidade do diagnóstico. Ele não compete com a gratidão por estar viva. As duas coisas cabem na mesma pessoa, no mesmo dia, às vezes na mesma hora, mas nenhuma delas cancela a outra.

O que reverbera depois do vídeo é a pergunta do final: e se fosse com você?

Quando o sofrimento retira o senso de direção, ele não f**a maior, f**a sem forma. E o que não tem forma é muito mais di...
03/06/2026

Quando o sofrimento retira o senso de direção, ele não f**a maior, f**a sem forma. E o que não tem forma é muito mais difícil de carregar do que o que dói com clareza.

A psicologia paliativa trabalha exatamente nesse território: para ajudar a pessoa a encontrar, dentro dela, algo que, muitas vezes, precisa sustentar o peso de continuar.

Se você ou alguém que você ama está nesse lugar, o link para agendar uma sessão está na bio.

Existe um cansaço que não tem endereço certo. Ele não aparece em nenhum exame, não responde a nenhuma receita, não passa...
30/05/2026

Existe um cansaço que não tem endereço certo. Ele não aparece em nenhum exame, não responde a nenhuma receita, não passa depois de uma semana longe de tudo.

É o cansaço de quem carrega algo pesado há tempo demais, sem que esse peso tenha nome, sem que haja um momento em que alguém tenha realmente perguntado o que está acontecendo por dentro.

O corpo vai registrando o que a mente aprendeu a contornar.

Dores que aparecem sem origem aparente, uma exaustão que não combina com a agenda, a sensação permanente de estar no limite mesmo quando, na superfície, tudo parece estar funcionando.

Esse tipo de cansaço pede um tipo específico de cuidado, não o que repõe energia, mas o que cria espaço para o que está guardado há tempo.

Se você se reconheceu aqui, vamos conversar? O link para agendamento está na bio.

Existe uma perda que não tem data, não tem velório e quase nunca recebe testemunha.Ela começa quando o diagnóstico reesc...
28/05/2026

Existe uma perda que não tem data, não tem velório e quase nunca recebe testemunha.

Ela começa quando o diagnóstico reescreve o futuro que você tinha imaginado.

Quando a rotina de quem você ama passa a girar em torno do que a doença permite. Quando você percebe que a vida que conhecia está se tornando outra, e que você ainda não sabe como habitar essa versão.

Isso tem nome: luto antecipatório.

E ele carrega um peso muito particular, porque acontece dentro de uma situação em que a pessoa ainda está presente. Ao redor, a vida segue. As pessoas perguntam pelo familiar, pelo tratamento, pela evolução do quadro. Raramente perguntam por você.

O sofrimento de quem antecipa uma perda é real antes mesmo de a perda acontecer. Ele merece cuidado agora, não depois, não quando tudo passar.

Se algo aqui tocou no que você ainda não conseguiu nomear, o link para agendar uma sessão está na bio.

O silêncio em torno da morte raramente é escolha.Ele vai sendo construído aos poucos, por famílias que aprenderam que al...
26/05/2026

O silêncio em torno da morte raramente é escolha.

Ele vai sendo construído aos poucos, por famílias que aprenderam que algumas coisas não se dizem, por pessoas que acharam que guardar era uma forma de cuidar.

Mas o que não é dito não some. Ele ocupa espaço de outra forma:

🌹Na despedida que ficou incompleta
🌹Nas palavras que f**aram presas na garganta como um nó

Falar sobre finitude com quem você ama é um dos gestos mais íntimos que existem, pois cria a possibilidade de um encontro que o silêncio nunca permitiria.

Se esse tema já encontrou você de alguma forma, converse conosco através do link na bio.

Quando alguém que amamos adoece, toda a atenção vai para ela, e faz sentido. Mas quem cuida da cuidadora? Quem pergunta ...
16/05/2026

Quando alguém que amamos adoece, toda a atenção vai para ela, e faz sentido.

Mas quem cuida da cuidadora?
Quem pergunta como você está, não como seu familiar está?

O esgotamento de quem cuida é silencioso e raramente reconhecido, mas ele é real e merece atenção tanto quanto qualquer outra dor.

Aqui também é um espaço de escuta para quem cuida.
🍃 Fale com a gente através do LINK NA BIO.

Tem mulheres que chegam ao consultório e, diante do primeiro gesto real de acolhimento, sentem um desconforto que não co...
11/05/2026

Tem mulheres que chegam ao consultório e, diante do primeiro gesto real de acolhimento, sentem um desconforto que não conseguem nomear.

Esse desconforto tem uma raiz muito mais antiga do que a sessão de terapia. Ele vem de um lugar que foi se formando aos poucos: ao longo de anos em que sustentar os outros era a única posição que fazia sentido ocupar.

Durante décadas, essa mulher desenvolveu uma competência extraordinária para cuidar. E, sem perceber, foi perdendo a familiaridade com o que é ser sustentada.

Ser cuidada exige uma entrega que vai muito além de aceitar ajuda.
Exige deixar que alguém veja o que ficou escondido por tanto tempo.
Exige, aos poucos, acreditar que a própria dor tem peso real, que é digna de atenção.

Se algo nesse texto tocou em você, talvez seja hora de dar o primeiro passo.
✨ O link para agendar uma sessão de psicoterapia está na bio.

Escolher a si mesma raramente vem acompanhado de aplausos. Às vezes vem com estranhamento, com críticas, com afastamento...
08/05/2026

Escolher a si mesma raramente vem acompanhado de aplausos. Às vezes vem com estranhamento, com críticas, com afastamentos que doem; e a culpa aparece como se cuidar de si fosse um erro que precisa ser explicado.

Mas o que parece ruptura, muitas vezes, é o começo de algo mais honesto: nas relações e dentro de você.

Se esse movimento está acontecendo e parece difícil de atravessar sozinha, estamos aqui.

🌹Agende sua primeira sessão através do LINK NA BIO.

Existe um tipo de sofrimento que quase nunca recebe permissão para existir.Ele não faz escândalo. Não derruba. Não “just...
07/05/2026

Existe um tipo de sofrimento que quase nunca recebe permissão para existir.

Ele não faz escândalo. Não derruba. Não “justif**a”. Ele só vai ocupando a vida por dentro, devagar, até que você começa a funcionar no automático e chamar isso de normal.

Você segue entregando, respondendo, cuidando, resolvendo. Por fora, ninguém percebe. Por dentro, algo f**a raso.

A alegria perde volume. O descanso não repara. O corpo f**a em alerta sem um motivo claro. A mente não desliga. A paciência encurta. O coração endurece um pouco para aguentar.

E então aparece a frase mais perigosa: “nem é tão grave assim...”

Na clínica, eu vejo com frequência: quando alguém só procura ajuda “no limite”, já chegou cansada de si. Já passou tempo demais tentando ser forte. Já aprendeu a se calar para não incomodar. Já se acostumou a viver sem se escutar.

Pedir ajuda antes da crise signif**a:
- Maturidade emocional.
- Responsabilidade com a própria vida.
- Um gesto simples que evita que o sofrimento vire desespero.

Se você se reconheceu nesse lugar de estar vivendo, mas sem habitar a própria vida, não espere piorar para se autorizar a ser cuidada.

🌹Envie-nos uma mensagem no direct ou clique no link da BIO para agendar uma primeira conversa.

Endereço

Avenida Dom Luis/500/Sl. 1411/Meireles
Fortaleza, CE

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