17/05/2026
O filme Diabo Veste Prada é praticamente um manual de tudo o que não fazer na gestão de pessoas. A Runway, sob o comando de Miranda Priestly, funciona baseada no medo, na falta de limites entre vida pessoal e profissional, e em uma cultura de alta rotatividade.
Se uma consultoria de RH entrasse na Runway hoje, ela encontraria uma mina de ouro de problemas para resolver.
Consultoria Fernandes Group: Análise Profunda das Soluções
1. Segurança Psicológica e Cultura Organizacional
No filme, o ambiente é altamente tóxico. As pessoas têm medo de expressar opiniões ou cometer o menor deslize.
A Solução: Implementar uma cultura de Segurança Psicológica. Ambientes onde os colaboradores se sentem seguros para errar, aprender e inovar produzem resultados muito mais sustentáveis a longo prazo do que o modelo de "gestão pelo terror" da Runway.
2. Avaliação de Desempenho vs. Julgamento Pessoal
Miranda avalia Andy com base em sua aparência inicial e em sua capacidade de ler pensamentos.
A Solução: Introduzir Avaliações de Desempenho. Andy seria avaliada por entregas reais (organização, cumprimento de prazos, eficiência), e não pelo fato de usar ou não um casaco da Chanel. Além disso, os liderados também poderiam avaliar a liderança.
3. Retenção de Talentos e Burnout
Emily vive doente, sem comer e sob estresse extremo. Andy acaba abandonando o emprego (e um celular na fonte) porque a empresa consumiu sua identidade.
A Solução: Programas de Saúde Mental e Bem-Estar (Wellness). O RH monitoraria os índices de turnover (rotatividade) e absenteísmo (faltas por doença), intervindo antes que os colaboradores chegassem ao limite do Burnout.
Notas da Consultora: Miranda Priestly era um gênio dos negócios, mas uma péssima gestora de pessoas. No mercado atual, a Runway provavelmente enfrentaria processos trabalhistas em massa, boicotes nas redes sociais e uma perda irreparável de talentos para concorrentes com culturas mais saudáveis.
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