16/07/2026
É o luto da mulher que começa a viver em contagem regressiva.
Ela aprende a medir os dias em doses de hormônio, datas de ultrassom, resultados de exames e horários de medicação.
Ela sai de uma consulta pensando em embriões e entra numa reunião de trabalho tentando parecer bem.
Ela sorri no almoço de família e, por dentro, está fazendo contas de quantos ciclos ainda aguenta emocionalmente.
Ela vê anúncios de roupas de bebê e desvia o olhar.
Ela para de fazer planos para os próximos meses porque tudo passa a depender de um resultado.
E o mais difícil é que quase ninguém percebe.
Porque a pergunta sempre é a mesma:
“Deu certo?”
Mas quase ninguém pergunta:
“Como você está sobrevivendo a tudo isso?”
A FIV não mexe apenas com hormônios. Ela mexe com identidade, com relacionamentos, com a sensação de controle e, muitas vezes, com a maneira como uma mulher enxerga o próprio futuro.
Por isso, antes de perguntar pelo resultado, lembre-se: existe uma mulher atravessando uma das jornadas emocionais mais exigentes da vida, tentando permanecer inteira enquanto espera uma resposta que pode mudar tudo.
🤍 Se esse texto traduziu um pedaço da sua história, deixa um “eu te entendo” nos comentários. Talvez outra mulher precise descobrir hoje que ela não está vivendo esse luto silencioso sozinha.