27/06/2024
O Triple Bottom Line saiu à francesa e foi cedo demais.
O Triple Bottom Line, termo percursor da significância do equilíbrio rumo ao desenvolvimento sustentável, foi dito como ultrapassado pelas últimas atualizações dos conceitos em torno da sustentabilidade e desapareceu das narrativas empresariais.
No entanto, ele representa muito bem a condição sustentável da economia – quando ilustrado de forma correta – e saiu de cena sem ter um ponto fundamental lapidado acerca de seu conceito, particularmente na sua tradução em português: Social, Ambiental e Econômico não expressam a verdade sobre o equilíbrio proposto. Há um erro aí. As esferas são Social, Ambiental e Financeira. Economia é o todo.
Economia é o que se forma com os recursos naturais sendo manipulados pelos recursos humanos, criando, assim, os recursos financeiros. Tudo o que se circula no mundo vem de matérias-primas moldadas, transformadas, beneficiadas, elaboradas pelo homem, criando o excedente, o valor agregado com sua inteligência e força de trabalho: o lucro. É aí que se faz o dinheiro, ou o Recurso Financeiro.
Em inglês, no Triple Bottom Line original postulado por John Elkington na década de 1990, temos isso: People / Planet / Profit. Profit = Lucro. Não está Economia no original, está Lucro. O desenho do TBL não deve trazer a palavra Economia em uma das esferas, compondo com Ambiental e Social no mesmo nível. Deve trazer a palavra Financeiro – ou, se preferirmos, Dinheiro ou Lucro.
Deve também trazer – e esta contribuição é por minha conta – uma esfera maior, englobando as três (Social, Ambiental e Financeira) juntas. Esta esfera maior que contempla as três, sim, é a Economia.
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