20/11/2021
Um dos desafios que a Consciência Negra tem nos trazido tem sido o de organizar os sentidos de reorientação que o pensamento sobre sermos mulheres negras desperta em nós enquanto continuamos, como pessoas diaṕoricas, vivendo em uma cultura onde tudo aponta para um caminho (quase sempre) oposto às dimensões de sentido de vida que nos guiam também como mulheres de fé.
É no coletivo que encontramos forças para reivindicar outra história humana, buscando cada vez mais, histórias que libertam a história humana do esvaziamento provocado pela insistência em se estabelecer uma hegemonia em tudo, de colocar as existências humanas sempre guiadas por um único eixo, o branco.
Se a visão da história construída pelo ocidente branco, sua filosofia da história, aniquila o passado de povos racializados e vende como universal um futuro melhor que nunca chega na mesma medida para nós, queremos construir narrativas onde a relação entre os tempos passado, presente e futuro é restabelecida a partir de práticas culturais, filosóficas e religiosas expressem a pluriversalidade criadora da vida.
Nossa consciência negra e nossa fé nos desafia a resgatar e a nos conectar com saberes negros, saberes diaspóricos, saberes ancestrais originários geradores de vida.
Por isso, neste dia disponibilizamos gratuitamente na Google Play a coletânea Vozes Que Não Se Calam - Cartas de um Evangelho Brasileiro, Feminino e Negro.