21/05/2026
Durante o enterro de um menino de apenas 7 anos, uma mulher chamou atenção ao aparecer chorando desesperadamente diante do caixão do próprio filho.
Ela precisou ser amparada por familiares após passar mal durante o sepultamento, enquanto moradores da cidade acompanhavam a cena com comoção.
Mas o caso deu uma reviravolta meses depois, quando a Polícia Civil concluiu que aquela mãe tinha fingido o tempo todo.
Segundo a investigação, ela teria participado do planejamento da morte do próprio filho.
O crime aconteceu em Camaçari, na Bahia, e chocou o Brasil pela brutalidade e pela frieza apontada pela polícia.
A vítima era Carlos Henrique Moura, de 7 anos.
O menino desapareceu em janeiro de 2015 e mobilizou moradores da região, que passaram horas ajudando nas buscas.
Pouco tempo depois, o corpo da criança foi encontrado dentro de um córrego no bairro da Bomba.
Na época, o caso causou enorme revolta na cidade.
A mãe do menino, Alexandra Moura da Silva, participou das buscas, apareceu em entrevistas e acompanhou todo o velório demonstrando desespero pela morte do filho.
Mas conforme a investigação avançou, a polícia chegou até José Nilton Pereira da Silva, conhecido como “Niltinho”.
Segundo os investigadores, ele confessou ter matado a criança por afogamento.
Ainda de acordo com a Polícia Civil da Bahia, Niltinho afirmou que Alexandra teria pedido a morte do próprio filho, e prometeu pra ele uma noite com ela em troca da execução.
A motivação do crime chocou até os investigadores responsáveis pelo caso.
Segundo a polícia, Alexandra temia que pessoas próximas descobrissem, através do menino, informações sobre o envolvimento dela com atividades criminosas.
Carlos Henrique morava com a avó e teria ouvido conversas que, segundo a investigação, não deveriam chegar até outros familiares.
Alexandra chegou a ser presa durante as investigações, mas acabou liberada após o término da prisão temporária.
Depois disso, passou anos sendo considerada foragida da Justiça.
Somente em 2021 ela foi localizada em Alagoas e presa novamente. Posteriormente, a Justiça condenou Alexandra a 17 anos e 4 meses de prisão.
Já José Nilton, apontado como executor do assassinato, recebeu pena de 18 anos.
Anos depois, o caso ainda é lembrado como um dos crimes familiares mais perturbadores já registrados na Bahia.