17/07/2017
A história do ar condicionado.
Em 1902 o engenheiro Willis Carrier, formado pela Universidade de Cornell, nos EUA, inventou um processo mecânico para condicionar o ar.
A invenção demorou a se popularizar porque, em um primeiro momento, seus inventores ainda não tinham percebido o potencial daquelas máquinas de ar frio. A primeira aplicação residencial do ar-condicionado foi feita em uma mansão de Minneapolis, no ano de 1914.
No mesmo ano, Carrier instalou o primeiro condicionador de ar hospitalar, no Allegheny General Hospital de Pittsburgh. O sistema introduzia umidade extra em um berçário de partos prematuros, ajudando a reduzir a mortalidade causada pela desidratação.
Em Nova York, o cinema Tivoli, aberto desde 1921, ganhou em 1924 um ar-condicionado que o tornou famoso. As pessoas faziam fila na porta, mais para aproveitar o geladinho do cinema da Oitava Avenida do que para ver os filmes.
Ainda nos EUA, os vagões da ferrovia B&O foram os primeiros veículos de passageiros a possuírem condicionadores de ar, também no ano de 1930.
A primeira produção em série de unidades centrais de ar condicionado para residências, feita em 1952 pela Carrier. O estoque completo foi vendido em apenas duas semanas, tornando mais comum a utilização do aparelho nas residências.
Os modelos janela começam a surgir no mercado ainda em uma estrutura simples, porém de grande valia para época, composta basicamente pela condensadora, bobinas e ventilador. Inicialmente eles usavam o fluido R-12, vulgarmente conhecido como Freon-12, para refrigerar o ambiente.
Em 1977, novas bombas de calor começam a operar com temperaturas exteriores mais baixas, permitindo a climatização no ciclo reverso.
Pesquisas confirmam os rumores de que o Freon, comumente utilizado até então, está ligado à destruição da camada de ozônio e ele passa a ser proibido em vários países. Apesar de o Protocolo de Montreal (que determina a redução de substâncias nocivas à camada) ser assinado em 1987, é na década de 90 que ações sustentáveis ganham forças no setor de climatização.
Marcas como a Honeywell e Carrier desenvolvem refrigerantes que são mais amigos do meio ambiente para serem utilizados nos modelos de ar-condicionado.
A tecnologia em constante evolução permitiu o desenvolvimento dos modelos Split, separando o ar-condicionado em unidade interna e externa e conquistando seu espaço principalmente nas residências. Em 2003, por exemplo, segundo dados da Abrava, 60% dos aparelhos residenciais no Brasil eram janela e 40% Split.
Em seguida, a tecnologia inverter também ganhou o gosto dos usuários, por oferecer pouca oscilação de energia e proporcionado economia nos gastos.