31/08/2026
Uma eleição também se constrói no debate. No confronto de ideias, nas entrevistas, nas sabatinas e, principalmente, na disposição de cada candidato para se apresentar ao eleitor.
Augusto Cury talvez seja hoje o exemplo mais interessante disso.
Foi ao debate da Band, encarou os adversários e participou da sabatina da Globo. Pode-se gostar ou não dele. Pode-se considerar que foi bem ou mal. Mas uma coisa é inegável: ele se apresentou ao Brasil.
E os números começaram a mudar.
Cury, que aparecia com apenas 2% no levantamento anterior do BTG/Nexus, chegou a 11%, alcançando dois dígitos. Outros levantamentos também já haviam registrado seu crescimento. Enquanto isso, Romeu Zema, que decidiu não participar do debate da Band, aparece com apenas 1% em um dos cenários da pesquisa.
É evidente que nenhuma pesquisa pode ser explicada por um único debate ou uma única sabatina. Mas existe uma lição importante nisso tudo: eleição também é exposição.
Quem aparece é conhecido.
Quem é conhecido passa a ser discutido.
E quem passa a ser discutido entra no jogo.
Talvez agora aconteça um fenômeno ainda mais curioso. Quanto mais setores da direita e da esquerda, torcedores de outros candidatos e parte da imprensa criticarem Cury, mais seu nome tende a circular. E, para um candidato que até pouco tempo atrás era desconhecido eleitoralmente por boa parte do país, ser assunto já é uma vitória.
A crítica pode desgastar? Claro. Mas também gera curiosidade, busca, compartilhamento e exposição. O eleitor que nunca tinha parado para ouvi-lo pode querer saber afinal: “Quem é esse Cury de quem todo mundo está falando?”
É a velha máxima da comunicação ganhando uma versão eleitoral: “Falem mal, mas falem de mim.”