08/09/2026
Print, áudio, foto ou vídeo não viram prova automaticamente só porque estão no celular.
Para serem considerados pela Justiça, é preciso demonstrar que aquele conteúdo é legítimo, foi obtido de forma lícita e não sofreu alterações.
E isso faz sentido. Hoje, qualquer pessoa consegue editar uma imagem ou até manipular um conteúdo. Por isso, dependendo do caso, pode ser necessário comprovar que aquela informação é verdadeira e que não foi modificada.
Mas como fazer isso?
→ **Cartório:** é uma das formas mais tradicionais. Funciona, mas pode ficar caro. Quando o processo envolve muitos prints, áudios ou outros arquivos, o custo aumenta rapidamente.
→ **Registro digital certificado:** existem serviços que registram a existência e a integridade de um arquivo em determinado momento. O Verifact é um exemplo e já teve sua utilização reconhecida em decisões judiciais.
→ **Metadados:** fotos e vídeos podem carregar informações técnicas sobre o arquivo, como data e outros dados da captura. Dependendo do caso, essas informações podem ajudar na comprovação da autenticidade.
No fim, o mais importante não é simplesmente guardar a prova. É preservar esse conteúdo de uma forma que permita demonstrar sua autenticidade quando ele for necessário.
E esse cuidado começa muito antes da audiência.
Se você tem uma prova digital importante para um caso, procure orientação de um advogado antes de simplesmente apagar, editar ou compartilhar o arquivo.