08/03/2017
Eu paro em nome da igualdade de direitos e acessos, da quebra de paradigmas e da celebração da nossa autoestima.
Neste Dia Internacional da Mulher, relembro meu primeiro ato político depois que quebrei o pescoço e perdi os movimentos de braços e pernas. Este ensaio para a Revista Trip aconteceu há mais de 16 anos e de lá para cá não se sabe se algo semelhante aconteceu no mundo.
Tudo isso porque a beleza das mulheres com deficiência está camuflada por várias formas de violação: agressão física, compulsão legal, coerção econômica, intimidação, manipulação psicológica, fraude, negligência e a desinformação.
As mulheres com deficiência ainda têm menos acesso a cuidados de saúde e reabilitação. Prova disso é a falta de equipamentos adaptados nos postos de saúde para a realização de um pré-natal ou exames preventivos contra doenças ginecológicas e câncer de mama.
Quando somos mães de filhos com deficiência, sofremos também com a falta de politicas públicas de inclusão, com cidades e gestões engessadas que não olham para as diferenças.
Neste ato de liberdade, que tive a honra de protagonizar através das lentes de Bob Wolfenson, espero inspirar todas as mulheres do Brasil e do mundo, a buscar sua coragem e força para provocar o improvável.
Parabéns a todas nós