29/03/2016
Por que tantos estabelecimentos são autuados ou interditados pela Vigilância Sanitária?
Infelizmente está se tornando cada vez mais comum os noticiários informando sobre a interdição de estabelecimentos em todo o Brasil. A desconfiança e a denúncia do consumidor tem crescido fazendo com que a vigilância sanitária verifique as denúncias destes estabelecimentos que fornecem refeições fora do lar como, restaurantes, bares e lanchonetes. Os motivos mais comum que levam a interdição são: fezes de ratos nas panelas e utensílios, alimentos mal acondicionados, podres, vencidos, sem data de validade e a má higiene do local. Mas a pergunta que se passa na cabeça de todos diante destas informações é: Porque isto acontece nestes estabelecimentos?
A princípio pode-se encontrar alguma resposta individual para tal questionamento, mas se aprofundarmos nesta discussão veremos que diversos fatores contribuem para que um estabelecimento chegue a tal situação de insalubridade.
Falta de treinamento – Apesar de inaceitável, grande parte destas infrações acontece por falta de qualificação em Segurança Alimentar. Todo e qualquer indivíduo envolvido na produção ou comercialização de alimentos deveria obrigatoriamente passar por tal treinamento, seja ele garçom, cozinheiro, gerente ou caixa. É preciso que todos os colaboradores estejam totalmente treinados para que contribuam com a higiene local.
Falta de estrutura – Muitos destes estabelecimentos não possuem estrutura para se estabelecer como fornecedores de refeições. Caixas de gordura e lixos em locais inapropriados, falta de ralos, ausência de vedações em portas e janelas, distribuição inadequada dos ambientes são fatores que contribuem para a interdição de estabelecimentos.
Omissão por parte do proprietário e do gestor – Se o proprietário (ou gestor) permite ou ignora o acontecimento de tais fatos dentro do seu estabelecimento deveria ser penalizado rigorosamente para que exemplos similares não aconteçam com tanta frequência. É de responsabilidade do proprietário ou gestor treinar, qualificar e oferecer condições e equipamentos para que a higiene do local, a conservação e a produção dos alimentos se estabeleça dentro dos padrões regulamentados para ANVISA.
Falta de fiscalização – Apesar de considerarmos que todos deveriam conduzir seus empreendimentos dentro dos quesitos mínimos de higiene e limpeza, nem todos pensam assim e acham que podem ignorar tais procedimentos. Infelizmente muitos conseguem permanecer por algum tempo atuando fora destes padrões de higiene. O fator que mais colabora para que tal fato aconteça é a deficiência na fiscalização sanitária dos estabelecimentos. Em todo o Brasil o número de fiscais é insuficiente para atender à quantidade de estabelecimentos atuando no comércio. Grande prova disto é a quantidade de estabelecimentos que abrem suas portas sem um alvará da vigilância sanitária para funcionamento, e muitas das vezes, o alvará é solicitado pelo proprietário, mas a demora no atendimento pela vigilância sanitária colabora para a abertura destes estabelecimentos sem uma fiscalização prévia.
Nosso país precisa evoluir na condução de questões relacionadas à qualificação dos empreendedores que conduzem negócios como restaurantes, bares e lanchonetes. É preciso oferecer e exigir uma qualificação em segurança alimentar, ofertando treinamentos de baixo custo e de forma acessível a todos os proprietários e colaboradores que atuam no fornecimento de alimentos fora do lar.
http://www.lr1.com.br/index.php?pagina=noticia&categoria=cidade¬icia=66182
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