28/05/2026
Em 1944, Anne Frank ouviu uma transmissão de rádio que mudou tudo.
O governo holandês, exilado em Londres durante a guerra, fez um apelo: que as pessoas guardassem seus diários e cartas. Que documentassem o que estava acontecendo. Que a história não fosse esquecida.
Anne tinha 14 anos estava escondida há quase dois anos num anexo secreto em Amsterdã, mas ela tinha um sonho antes de tudo isso: ser escritora.
E começou a reescrever seu diário. Ela editou trechos, cortou passagens, criou pseudônimos para proteger as pessoas que viviam com ela.
Transformou um diário particular numa obra que pretendia que o mundo lesse.
Mas foi capturada antes de terminar e morreu no campo de concentração.
Alguns dizem que existem duas versões: uma que é o diário particular e outra que é essa versão reescrita.
Seu pai, Otto, único sobrevivente da família, foi quem encontrou os manuscritos e trabalhou para publicá-los. Sabe-se que ele fez edições antes de a versão final chegar aos leitores - removendo, entre outras coisas, trechos mais íntimos que Anne havia escrito.
A grande verdade é que somente Anne sabe a versão original do manuscrito, mas, infelizmente, jamais teremos acesso a ele.