05/08/2026
Você olha para um biscoito e enxerga farinha, açúcar e chocolate.
A ciência olha e encontra muito mais do que isso. Estudos já detectaram a presença de microplásticos e de substâncias químicas provenientes dos plásticos, como ftalatos e bisfenóis, em diversos alimentos ultraprocessados.
Essas partículas e compostos podem chegar ao alimento durante a produção, pelo contato com equipamentos, embalagens e ao longo da cadeia de processamento.
E quem mais consome ultraprocessados? As crianças. Enquanto muitos pais se preocupam em comprar o brinquedo “mais seguro”, diariamente colocam na lancheira produtos ultraprocessados sem imaginar tudo o que pode estar junto com eles.
No vídeo eu usei o Oreo como exemplo, mas essa discussão vai muito além de uma única marca. O problema é o excesso de alimentos ultraprocessados na alimentação.
A literatura científica já associa a exposição a alguns desses compostos, especialmente ftalatos e bisfenóis, a possíveis efeitos sobre o sistema endócrino, metabolismo, fertilidade e desenvolvimento infantil.
Embora ainda existam estudos em andamento para compreender completamente o impacto dos microplásticos no organismo humano, o consenso atual é que reduzir a exposição desnecessária a essas substâncias é uma medida prudente.
Quanto menos um alimento precisar de fábrica, embalagens e longas etapas de processamento para existir, menor tende a ser a exposição a esse tipo de contaminante.
Seu filho não precisa de uma alimentação perfeita. Mas cada escolha diária faz diferença. Porque, no fim das contas, você não está alimentando apenas a fome dele. Está alimentando o corpo que ele terá pelo resto da vida.