11/05/2026
PRIMEIRO LUGAR | PAVILHÃO MEXTRÓPOLI 2026
Atualmente existem dezenas de muros que foram erguidos ao redor do mundo, somando milhares de quilômetros pelos mais diversos motivos imagináveis. Erguer muros tornou-se a marca registrada da nossa intolerância, incompreensão e egoísmo — muros que nos separam por motivos religiosos, econômicos e políticos, porque não conseguimos, ou não queremos, nos confrontar com o outro em seu infortúnio, em suas dificuldades.
O motivo deste projeto é refletir sobre o que construímos entre nós, representado em um muro encontrado no coração da Cidade do México, com 5,50 metros de altura e 72,00 metros de comprimento, que se estende pela Alameda Central — que em algum momento já esteve cercada — atravessando três de seus corredores (o que não significa que eles ficarão bloqueados), para fazer o transeunte parar por pelo menos um instante e questionar tal circunstância. Em pouco tempo, perceberá que é possível atravessá-lo e, inconscientemente, sentirá um alívio, porque no fim das contas não deveria haver razão para tal obstáculo.
A estrutura proposta para esse fim é feita por uma sequência de andaimes revestidos com tela de proteção para entulho e uma segunda camada cortada em tiras sobre a primeira. Nas partes em que se encontram os corredores, a passagem é livre, mas composta por uma grande quantidade de tiras cortadas que escondem a passagem à primeira vista, criando a ilusão de bloqueio.
Atravessá-lo será um desafio, mas talvez também uma solução.
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