28/04/2023
A análise financeira do negócio
Uma das etapas mais importantes antes de iniciar um negócio é fazer uma análise financeira do futuro empreendimento. Isso signif**a projetar todos os investimentos, os custos e as receitas de vendas do negócio. Em posse dessas informações, você poderá calcular a viabilidade da sua ideia.
A análise financeira através do monitoramento dos acontecimentos, dos resultados e do planejamento de novos fatos, deve tornar-se uma ação gerencial estratégica constante do empresário.
É preciso que você saiba que existem dois tipos de investimento, os físicos e os financeiros.
Investimento físico
É aquele destinado à compra de máquinas e equipamentos, instalações e veículos, móveis e utensílios, equipamentos de informática e realização de obras, ou seja, aquisição de ativos para o negócio.
Os investimentos físicos não são consumidos no processo operacional normal da empresa, como os estoques de matéria-prima, por exemplo. Constituem o patrimônio do negócio, isto é, seu "ativo imobilizado", para utilizar terminologia contábil.
Investimento financeiro
É aquele destinado à formação de capital de giro para o negócio, este é o montante de recursos em dinheiro necessários ao funcionamento normal da empresa: compra de matéria-prima, financiamento de vendas, operações a descoberto etc.
Apesar de estar listado nos investimentos, o capital de giro só é calculado após a projeção dos resultados da empresa.
Avaliação de desempenho da empresa
É comum nos depararmos com empresários avaliando o desempenho de sua empresa através da sobra ou falta de dinheiro em caixa.
Mas o correto é avaliar o desempenho através de dois critérios simultâneos:
- Regime de Caixa
- Regime de Competência
Regime de caixa
No regime de caixa os recebimentos e os pagamentos são reconhecidos unicamente quando se recebe ou se paga mediante dinheiro ou equivalente.
A sobra de dinheiro em caixa não é sinônimo da obtenção de lucro! Exemplo de casos que retratam esta situação:
Venda à vista de itens comprados a prazo.
Venda de itens disponíveis em estoque e que já tenham sido pagos em períodos anteriores.
Recebimentos em datas inferiores aos pagamentos (quando o prazo para pagamento da compra é superior ao do recebimento das vendas).
Entrada de dinheiro originada em outras fontes que não seja venda (venda de um bem imobilizado, empréstimos etc).
E a falta de dinheiro em caixa. Em caixa não é sinônimo de prejuízo! Exemplo de casos que retratam esta situação:
Pagamento da compra de um lote de mercadorias e/ou matéria-prima que ainda não fora vendida.
Pagamento de contas que não façam parte da movimentação operacional (empréstimos, financiamentos etc.).
Compra de bens imobilizados (veículos, móveis, máquinas etc.).
Retirada realizada por sócios.
Atraso no recebimento de contas.
Inadimplências. Pergunte: aqui tem inadimplência? Este item é outro exemplo de que pode não haver saldo positivo em caixa e nem por isso a empresa terá prejuízo.
Regime de competência
O reconhecimento das receitas e gastos é um dos aspectos básicos da contabilidade que devem ser conhecidos para poder avaliar adequadamente as informações financeiras.
Sob o método de competência, os efeitos financeiros das transações e eventos são reconhecidos nos períodos nos quais ocorrem, independentemente de terem sido recebidos ou pagos.
Os dois demonstrativos devem ser elaborados periodicamente, sendo que cada qual lhe apresentará um resultado específico.
Aquele que mostra o resultado econômico da empresa através do lucro ou prejuízo, demonstra o seu desempenho pelo regime de competência, e, aquele que apresenta o resultado financeiro através do saldo em caixa, demonstra o seu desempenho pelo regime de caixa.
Continua numa próxima publicação.