18/02/2021
Quem disse que desenhos não ensinam nada pra gente?
Quando o meu (ou o seu) eu-criança assistiu ao Aladdin, da Disney, lá no início dos anos 1990, provavelmente riu demais com o Gênio, se encantou com o voo de tapete do Aladdin e da Jasmine, quis ter um macaquinho de estimação fiel como o Abu e ficou com raiva (talvez medo?) do Jafar - ou talvez, tudo isso ao mesmo tempo.
Hoje é normal a gente ouvir, e dizer também, que filmes da Pixar e da Disney não são pra crianças. Isso porque têm discussões profundas e temáticas complexas que vão muito além de momentos engraçados em, só pra citar alguns, Wall-e, Divertidamente, Procurando Dory e, mais recentemente, Soul. Nada impede que a criança se divirta assistindo a uns e outros, mas hoje, com o nosso crescimento e amadurecimento que a própria vida nos trouxe, o nosso olhar muda.
O sábio Chorão dizia que “vejo o mundo com olhos de criança, que só quer brincar, sem tanta responsa, mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir”. Esse “cobrar sério” da vida nada mais é do que a nossa bagagem, que engrandece ano a ano, dia a dia, praticamente e faz com a gente veja as coisas de forma diferente. Claro, tem gente que vai ao extremo e coloca significados metafóricos em toda ação que acontece ao redor, mas uma coisa é fato - e eu digo isso bastante - tudo ao nosso redor pode nos ensinar algo ou passar algum recado, de forma sutil, que seja.
Voltemos ao Aladdin, do começo do texto. O mesmo Gênio que me fez rir há 25+ anos atrás, é dono da frase que ilustra esse post. Ele é um ser poderosíssimo, onipotente, mas que, preso à sua lâmpada mágica, tem suas habilidades limitadas ao que seu amo desejar. Por isso, a grande aspiração do Gênio era a liberdade. Poder viver, fazer o que queria, aproveitando seus poderes, feliz.
Parece familiar com alguma situação que você tenha vivido na carreira? Você já ouviu que era "muito bom no que faz", mas que "a empresa só vai até esse ponto"? É como ter asas pra voar e estar preso em uma gaiola. Ou ter poderes cósmicos e fenomenais, mas viver preso a uma lampadazinha.
Que tal se libertar dessa lâmpada mágica e buscar sua liberdade?