19/09/2017
Bom dia.
Hoje logo pela manhã ao ler sobre está postagem me peguei a pensar sobre os conteúdos trazidos por pacientes em clínica.
Tanto na filosofia psicológica quanto nas mais diversas análises a respeito das manifestações emocionais do SER, somos levados a pensar que ao FAZERMOS O QUE FAZEMOS estamos sendo regidos por algo superior; algo maior e que está além de nós.
Na verdade somos regidos por amarras emocionais que nós mesmos construímos ao longo da vida, coisas boas e ruins, experiências afetivas, religiosas e/ou culturais.
Logo, sou o que sou, por ter ESCOLHIDO ser.
Porém, ao assumir total responsabilidade de SER QUEM SOU somos conduzidos a imenso nível de angústia, pois em geral, é válido bater no peito e gritar ao mundo sobre nossas vitórias, mas, quando falamos sobre nossos monstros, medos e fracaços tendemos a culpabilizar alguém "foi Deus quem quis", "a vida que levei não foi fácil", "é que não tive grandes oportunidades", "também, olha o tipo da família e da cultura", "se meus pais tivessem feito", "é que eu fui criado assim"...
Colocamos sempre outros a frete daquilo que somos, pelo simples fato de ser insuportável assumirmos tudo o que somos.. e quando digo assumir, não me refiro assumir aos outros, mas para nós mesmos.
Você é o que É, sem querer ou propositalemente?
Talvez a resposta dessa pergunta seja:
Somos o que somos, propositalmente sem querer!