Muiraquitã Arqueologia

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Muiraquitã Arqueologia Consultoria em Arqueologia (Pesquisa em Arqueologia para anuência do IPHAN às Licenças Ambientais

A Muiraquitã Arqueologia atua nas etapas do Licenciamento Ambiental, por meio de consultoria técnica em Arqueologia Preventiva (elaboração e execução dos projetos de pesquisas demandados de acordo com o nível do empreendimento). Equipe técnica:
Margaret Cerqueira - Arqueóloga, Mestra em Antropologia Social/UFAM, e pós-graduanda na Especialização em Preservação e Restauro do Patrimônio Histórico Edificado/UNIP. João Queiroz - Arqueólogo e Especialista em Historiografia do Amazonas;
Vanessa Benedito - Arqueóloga e Mestra em Antropologia Social/UFAM.

25/09/2026

As dunas de gesso do Parque Nacional White Sands, no Novo México, guardam evidências que podem transformar a compreensão sobre a chegada dos primeiros habitantes às Américas. Em meio à paisagem desértica, 61 pegadas humanas fossilizadas foram encontradas e datadas de aproximadamente 21 mil a 23 mil anos, segundo a datação por radiocarbono de camadas adjacentes de sementes de plantas.

A descoberta contrariou a visão predominante de que os humanos teriam chegado à atual América do Norte entre 13 mil e 16 mil anos atrás, vindos da Ásia através da Beríngia, uma antiga ponte terrestre que posteriormente ficou submersa.

Segundo a CNN, a história começou em 2009, quando David Bustos, gerente de recursos integrados de White Sands, avistou marcas que pareciam ser pegadas humanas nas margens do antigo Lago Otero.

As marcas estavam próximas de pegadas de mamute e apresentavam contornos semelhantes aos de um pé humano. Mesmo assim, Bustos teve dificuldade para convencer outros pesquisadores de que elas poderiam ser tão antigas quanto os rastros dos animais.

Alguns chegaram a sugerir que as marcas poderiam ter sido deixadas por um camelo escorregando na lama. Um ano depois, novas pegadas apareceram novamente próximas a rastros de mamute, mas ainda havia dúvidas sobre sua idade.

A situação mudou em janeiro de 2016, quando Bustos encontrou pegadas de mamute diretamente sobre pegadas humanas. Para ele, aquilo representava a evidência mais clara até então de que os dois grupos haviam coexistido.

Leia mais no link fixado nos comentários!

📸 Cortesia do Serviço Nacional de Parques

20/09/2026
12/09/2026

No território do Parque Nacional do Catimbau, no sertão de Pernambuco, escavações arqueológicas vêm revelando vestígios de antigas ocupações humanas, incluindo sepultamentos que ajudam a compreender como essas populações se relacionavam com a morte, o corpo e o território.

Entre os achados estão restos humanos, ferramentas de pedra, fogueiras e outros vestígios preservados em abrigos e cavernas de arenito. As pesquisas também identificaram diferentes formas de sepultamento, incluindo casos em que os ossos foram reorganizados e enterrados novamente.

No sítio Pedra do Cachorro, em Buíque, estudos encontraram evidências de que restos humanos passaram por manipulação intencional após a morte — um indício de que os rituais funerários dessas antigas populações eram muito mais complexos do que uma simples deposição dos corpos.

Essas descobertas ajudam a contar uma parte da história profunda do Nordeste e mostram que o sertão é também um território marcado por milhares de anos de presença humana, memória e práticas culturais.

Cada camada escavada revela novas perguntas e novas pistas sobre quem viveu nesse território muito antes dos registros escritos.

11/09/2026

Pesquisadores identificaram arte rupestre pré-histórica em oito cavernas no sudoeste da Irlanda, com registros de pelo menos 15 mil anos. A descoberta antecipa em cinco mil anos a presença humana conhecida na ilha e indica que grupos de caçadores-coletores podem ter chegado à região por uma ponte de terra formada durante a última Idade do Gelo.

Até o momento, as evidências arqueológicas mais antigas para a presença de pessoas na Irlanda eram datadas de aproximadamente 10.500 anos atrás. O coordenador do Projeto Lost Land Bridge, George Nash, da Universidade de Liverpool, afirmou que a comunidade científica já suspeitava que esses dados estivessem incompletos.

“Até agora, a evidência mais antiga que os arqueólogos encontraram – através de descoberta acidental – era de cerca de 10.500 anos atrás, mas todos – não apenas eu – sabiam que isso simplesmente não poderia estar correto”, disse George Nash, segundo o veículo Heritage Daily.

Conforme o pesquisador, as equipes apenas não estavam procurando nos locais corretos.

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📸 George Nash

20/08/2026

Un reciente estudio publicado en Quaternary Science Reviews revela que los neandertales se adentraron en el interior de la península arábiga hace unos 55.000 años, desafiando la visión que los limitaba a entornos fríos. Investigadores analizaron herramientas de piedra Levallois halladas en Jebel Katefeh-1, en el desierto de Nefud (Arabia Saudita), usando modelos computarizados que asociaron estas piezas con poblaciones neandertales con un 93% de precisión. Aunque aún no se han descubierto fósiles óseos debido a la mala preservación, la evidencia lítica sugiere que siguieron a manadas durante una fase húmeda. Este hallazgo expande el rango geográfico neandertal y posiciona a Arabia como un escenario de interacción con el Homo sapiens (Blinkhorn et al., 2026, Quaternary Science Reviews, 390, 110196).

16/08/2026

Pinturas rupestres feitas há mais de dois mil anos no sul da China podem ter sido produzidas com a utilização de sangue humano e animal.
Pesquisadores encontraram proteínas associadas ao sangue em uma camada usada para fixar o pigmento vermelho às paredes de calcário.

O estudo, publicado em 23 de julho no Journal of Archaeological Science, analisou pinturas de Huashan, na região autônoma de Guangxi, na China. A descoberta ajuda a explicar por que as imagens permaneceram preservadas durante séculos em uma área quente, úmida e atingida por chuvas intensas.

O sangue, porém, não era responsável pela cor vermelha. Segundo as análises, o pigmento vinha principalmente de argila rica em hematita, mineral que contém ferro. O sangue fazia parte de uma mistura aplicada entre a rocha e o pigmento, funcionando como material de ligação.

As obras integram a paisagem cultural de arte rupestre de Zuojiang Huashan, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2016. O conjunto reúne mais de 80 sítios distribuídos ao longo de aproximadamente 260 quilômetros no vale do rio Zuojiang.

As pinturas mostram principalmente figuras humanas, animais e objetos. A produção é associada aos Luoyue, povos que viveram na região entre o século V a.C. e o século II d.C.
Para descobrir quais materiais foram empregados, os pesquisadores analisaram fragmentos que já haviam se desprendido naturalmente das rochas em três sítios: Gaoshan, Daningshan e Tunpingshan.

As análises mostraram três partes principais: a parede de calcário, uma fina camada usada para fixação e, por cima, o pigmento vermelho. A camada intermediária continha carbonato de cálcio, fosfato de cálcio e proteínas relacionadas ao sangue.

➡ Leia a notícia completa nos stories ou no metropoles.com

📸 Reprodução/ Unesco

31/07/2026

Um grupo de cientistas brasileiros e finlandeses identificou 396 novos geoglifos no Acre, ampliando significativamente o conhecimento sobre o povo Aquiry, que habitava o sudeste da Amazônia antes da chegada dos portugueses e espanhóis. As estruturas foram localizadas com o auxílio de aviões equipados com tecnologia LiDAR, um sistema de radar a laser capaz de produzir mapas tridimensionais do terreno mesmo sob a cobertura da floresta.

As descobertas representam um aumento de mais de dez vezes no número de geoglifos conhecidos na região. Até então, apenas 36 estruturas haviam sido identificadas. As construções encontradas apresentam diferentes dimensões: algumas possuem poucos metros de largura, enquanto outras ultrapassam o equivalente a 15 campos de futebol.

Segundo os arqueólogos, os geoglifos eram utilizados para fins rituais e reuniões sociais pelos Aquiry, povo que não possuía um sistema de escrita.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Nature. Liderado por Martti Pärssinen, da Universidade de Helsinque, o estudo também revisou as estimativas sobre o tamanho da população dessa civilização. De acordo com os pesquisadores, em seu auge, por volta do ano 200 d.C., os Aquiry reuniam entre 1,25 milhão e 3 milhões de habitantes.

Antes da utilização do LiDAR, os geoglifos conhecidos estavam restritos a áreas desmatadas, onde podiam ser observados em imagens aéreas e de satélite. Com a nova tecnologia, os pesquisadores conseguiram identificar estruturas escondidas abaixo das copas das árvores, ampliando significativamente a capacidade de localizar vestígios arqueológicos.

Segundo o estudo, os 432 geoglifos mapeados até o momento representam apenas uma pequena parcela das estruturas existentes. Os cientistas estimam que mais de 20 mil geoglifos ainda possam estar espalhados pelo território em áreas que ainda não foram pesquisadas.

Veja a matéria completa no link da bio!

📸 Martti Pärssinen

Endereço

Manaus, AM
69065090

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