05/01/2021
Paula chegou no trabalho zero empolgada, em poucas horas fez as mesmas tarefas de sempre, entregou seu feijão com arroz e passa o resto do tempo enrolando, principalmente nas redes sociais. Sente que aquele emprego é um fardo, só está ali por dinheiro, mas, não se sente confortável em conversar com sua chefe sobre a maçante situação e acaba descontando a frustração no marido. Paula não sabe, mas sofre da síndrome de boreout, que é tão prejudicial quanto o burnout, esgotamento pelo excesso de trabalho, doença reconhecida pela OMS.
Sabemos que normalmente as coisas que nos entediam são aquelas que não gostamos, isto reduz os níveis de motivação, de envolvimento, baixam os níveis de responsabilidade, e adotamos uma atitude passiva, vamos procrastinando. Ou seja, trabalhar em algo que não corresponde à nossa formação ou experiência e que não nos permite o desenvolvimento pleno é uma bomba-relógio. A falta de comunicação com os outros, desempenhar tarefas monótonas, que não representam nenhum tipo de desafio, e receber um salário precário também são aspectos que desmotivam constantemente.
Para resolver a situação, só há duas saídas: Ou ter uma conversa franca com a liderança e redefinir o escopo do seu trabalho e cargo, ou tomar coragem e rever sua estratégia profissional, esse é um dos trabalhos que faço na minha Mentoria de Empreendedorismo de Carreira. O que não dá é perder um tempo precioso deixando a vida estagnada.
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