19/02/2026
🔎 Entenda o que aconteceu com a patente da polilaminina no Brasil
A cientista Tatiana Coelho de Sampaio, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explicou que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina,uma substância experimental com potencial para estimular a regeneração de fibras nervosas e ajudar na recuperação de pacientes com lesão medular, por falta de verba para manter o registro fora do país. �
A polilaminina foi registrada em pedido de patente desde 2007 e só teve a concessão nacional concluída em 2025, depois de muitos anos de tramitação. �
🔹 Para manter uma patente internacional ativa, é preciso pagar regularmente taxas e anuidades nos órgãos responsáveis em outros países. �
🔹 Entre 2015 e 2016, cortes orçamentários na UFRJ, consequência de ajustes nas verbas federais, impediram o pagamento dessas taxas internacionais. �
🔹 Sem esse pagamento, o Brasil perdeu definitivamente os direitos internacionais sobre a tecnologia, o que significa que outros países podem explorar a polilaminina sem exclusividade brasileira. �
Tatiana destacou que, diante da falta de recursos, ela chegou a pagar parte dos custos da manutenção da patente nacional com seu próprio dinheiro, para evitar que a tecnologia fosse perdida também no Brasil. �
Esse caso ressalta como a proteção à propriedade intelectual depende não só da inovação em si, mas também de recursos contínuos e de gestão estratégica, especialmente quando se trata de ciência com potencial global.
E aqui está a grande lição:
Inovar é só o começo.
Proteger é o que garante valor, segurança e soberania.
Sem estratégia e acompanhamento, até uma descoberta com potencial bilionário pode ficar vulnerável.
📌 Marca, patente ou tecnologia não protegida é ativo em risco.
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