24/04/2026
No dia 26 de abril celebramos o Dia Internacional da Propriedade Intelectual, uma data que nos convida a refletir sobre como as ideias são capazes de construir riquezas e transformar sociedades.
Muito antes da economia moderna, já se compreendia o valor de proteger a criatividade. Um marco histórico foi a Lei de Patentes de Veneza, considerada a primeira legislação estruturada sobre o tema. Promulgada em 1474, ela garantia ao inventor o direito exclusivo de explorar sua criação por um período determinado, desde que a inovação fosse útil e nova. Era, já naquele momento, um incentivo direto ao desenvolvimento tecnológico.
Com o passar dos séculos, esse modelo evoluiu e se espalhou pelo mundo. Na Inglaterra, o Estatuto dos Monopólios limitou privilégios arbitrários da Coroa e consolidou as patentes como direito dos inventores. Mais tarde, sistemas modernos foram estruturados em países como os Estados Unidos e, progressivamente, harmonizados em âmbito internacional.
Hoje, a propriedade intelectual é um dos principais motores da economia global. Ao proteger criações — tecnológicas, artísticas ou industriais — ela transforma ideias em ativos, fomenta investimentos e impulsiona a inovação.
Valorizar a propriedade intelectual é, em essência, valorizar o futuro.
Dica de leitura: Livro “Uma breve história da riqueza” / William J. Bernstein. Editora Fundamento, 2015. Página 98 – Propriedade da Mente