19/07/2022
Passei os últimos anos da minha vida passada (é assim que eu me refiro quando falo sobre a vida antes da maternidade), me dedicando a criar novos caminhos profissionalmente. Sai do meio corporativo, fui ser autônoma e descobri que isso me realizava. Depois descobri meu nicho, e isso foi incrível, porque finalmente entendi que sempre foi com essas pessoas que eu gostaria de falar. Mas uma parte de mim ainda não estava completa, uma autoestima frágil me impedia de lançar cursos, de ter a bendita constância, de me mostrar realmente para o mundo. E no meio disso tudo, vivi uma grande mudança em nossas vidas. Decidimos finalmente fazer uma FIV (Fertilização in Vitro para os menos íntimos) e depois de 9 anos morando longe, em outro estado, escolhemos voltar para nossa cidade natal. Largamos tudo para recomeçar e f**ar perto das nossas famílias.
Em meio a mudança, o trabalho com meus clientes estavam indo bem, vantagens do trabalho digital. Apesar das despedidas, havia muitas esperanças nas malas. Nosso único embrião que sobrou depois de 2 tentativas doloridas e frustradas, está lá nos aguardando. Mas antes de buscar, vamos respirar fundo, mudar e assim concretizar. Logo após as coisas entrarem no lugar, buscamos, o nosso positivo finalmente chegou e com ele a pandemia...
Foi tudo incrivelmente calculado por Deus, foi perfeito, mágico, uma gestação tranquila, linda, produtiva e criativa. Trabalhei como nunca, produzi conteúdo, lancei meu primeiro curso, fiz lives, participei de cursos com parceiros, palestrei... e a sensação de WOW... É isso! Agora vai!
Até que...Loreninha, nasceu com 36 semanas, 1 dia antes de terminar meu curso online e ao vivo. O grupo todo vibrou junto, mas depois deste dia a porta da vida passada se fechou e a uma nova porta se abriu, para minha vida atual. E essa vida minha amiga... era muito diferente do que eu imaginei. Eu não to falando de cansaço, noites sem dormir e fraldas, to falando desta loucura que acontece conosco por dentro. Da mãe que nasce e junto vem uma dormência profissional gigantesta. E foi exatamente ai que me pegou de jeito e se arrastou até a poucos meses atrás. Logo eu, que sempre quis ser mãe, mas fui para terapia a 7 anos atrás para entender que eu não precisava abrir mão da Taíssa profissional para ser mãe.
O tempo passa, e em muitos momentos me vi convencida a viver aquilo sem me cobrar, porque era aquilo que eu escolhi fazer, lamber minha cria... tão desejada e esperada, mas lá no fundo algo rondava e dizia que precisava me mexer. Nunca fiquei sem fazer nada profissionalmente, depois dos 3 meses da Lorena já estava trabalhando, mas me vi sem propósito. Só agora depois de 2 anos eu me sinto conectada com meu negócio novamente me reconheço. Se é pouco ou muito tempo, não sei... só sei que comigo foi assim e já me convenci que cada um tempo seu tempo.