17/08/2026
A Inteligência Artificial talvez esteja entrando no seu vale da desilusão.
Depois de tanta promessa sobre automação, produtividade, agentes inteligentes e decisões em tempo real, muitas empresas começam a se perguntar:
**“Por que o resultado não está vindo na velocidade que imaginávamos?”**
E talvez a resposta seja mais simples — e mais desconfortável — do que parece.
A IA não criou os problemas das empresas.
Ela apenas começou a expor o que estava escondido há anos: dados ruins, sistemas que não conversam entre si, processos dependentes de pessoas, planilhas paralelas, customizações, retrabalho e decisões tomadas muito mais pela urgência do que pelo planejamento.
O hype nos fez olhar para a tecnologia.
Agora precisamos olhar para a estrutura que existe por trás dela.
Porque automatizar um processo ruim não transforma o processo. Só faz o erro acontecer mais rápido.
Talvez o próximo estágio da IA nos negócios não seja perguntar **“onde podemos colocar IA?”**, mas sim:
**“O que precisamos mudar para que a IA realmente gere valor?”**
A IA chegou prometendo o futuro.
Mas antes de chegar nele, está nos obrigando a resolver o passado.
E talvez seja exatamente aí que comece a transformação de verdade.