CORRETORA RENATO

09/01/2026

Mesmo em um cenário de demanda internacional moderada, o Brasil deve manter papel central no mercado global de algodão na temporada 2025/26, apontam pesquisadores do Cepea.

A produção nacional pode registrar leve recuo em relação ao recorde da safra anterior, mas ainda deve se consolidar como a segunda maior da história. As exportações seguem firmes e permanecem como o principal canal de escoamento da volumosa oferta interna.

De acordo com estimativas da Conab, a redução de área no Centro-Sul tende a ser parcialmente compensada pelo avanço do cultivo no Norte e Nordeste, a depender do desempenho da produtividade.

No mercado externo, pesquisadores do Cepea destacam que o Brasil continua se sobressaindo pela escala produtiva, pela competitividade e pelos avanços em rastreabilidade e sustentabilidade ao longo da cadeia do algodão.

O comportamento do dólar segue como um fator decisivo para a remuneração dos negócios. Nesse contexto, o acompanhamento da paridade de exportação em relação aos preços internos é considerado essencial para embasar a tomada de decisão por produtores e agentes do setor.

Fonte: AgrofyNews

02/01/2026

Nova modalidade de seguro prevê indenização direta ao credor do produtor em caso de sinistro

26/12/2025

AGRONEGÓCIO l Lavouras de arroz no Rio Grande do Sul avançam para fase decisiva e Irga projeta bom desenvolvimento da safra

Com mais de 876.259,72 hectares semeados no Rio Grande do Sul, grande parte das lavouras de arroz deve avançar da fase vegetativa para a fase reprodutiva entre os meses de janeiro e fevereiro. Esse período é considerado decisivo para a definição da produtividade, pois concentra maior oferta ambiental de temperatura e luminosidade.

De acordo com o gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Luiz Fernando Siqueira, ainda é difícil projetar o volume total de produção da próxima safra. No entanto, a avaliação técnica indica que as lavouras estão bem estabelecidas e apresentam evolução positiva em comparação com outros anos.

Segundo Siqueira, o ritmo da semeadura ocorreu dentro da expectativa considerada normal para o cultivo do cereal. A Zona Sul do Estado se destacou como a segunda maior produtora de arroz em área semeada até o momento. A região encerrou o mês de setembro com cerca de 40% da área implantada e atingiu aproximadamente 85% até o final de outubro, período considerado o mais recomendado para a semeadura.

Já a Fronteira Oeste apresentou comportamento diferente no início do calendário. A região finalizou setembro com apenas 2% da área semeada, mas intensificou os trabalhos no mês seguinte, avançando rapidamente e encerrando outubro com elevado percentual de lavouras implantadas.

A expectativa é que os dados finais da safra sejam apresentados pelo Irga durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, programada para ocorrer entre os dias 24 e 26 de fevereiro, no município de Capão do Leão. Enquanto isso, o setor ainda reflete os impactos de um ano considerado crítico, marcado pelos baixos preços pagos aos produtores.

Mesmo com o bom desempenho da semeadura, a limitação financeira enfrentada ao longo do ano reduziu a capacidade de investimento dos agricultores. A expectativa do setor é de melhora no cenário econômico do arroz a partir de 2026, com recuperação dos preços e maior previsibilidade para os produtores.

Leilões para escoamento da produção

Diante da crise enfrentada pelo setor, o governo federal adotou medidas para auxiliar o escoamento de arroz e trigo produzidos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promoveu leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

As operações viabilizaram o escoamento de aproximadamente 198,53 mil toneladas de grãos. Na última quarta-feira, foram negociadas 16,88 mil toneladas de arroz, sendo a maior parte do volume destinada diretamente aos produtores rurais. Desse total, 16,75 mil toneladas foram comercializadas por meio do Pepro, enquanto 125 toneladas f**aram a cargo de indústrias e comerciantes via PEP.

Com isso, o apoio total da Conab ao escoamento de arroz alcança 213,15 mil toneladas, considerando o incentivo à remoção de outras 196,28 mil toneladas do grão, além do volume negociado no pregão mais recente.

Nos próximos dias, a Conab realizará a análise da regularidade cadastral dos participantes e divulgará a lista dos arrematantes. Após essa etapa, serão emitidos e assinados os documentos confirmatórios das operações. Os participantes dos leilões deverão comprovar a comercialização do arroz até 29 de janeiro de 2026, enquanto a comprovação do escoamento do produto deverá ocorrer até 29 de maio do próximo ano.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper

Situação do Milho no RS
15/12/2025

Situação do Milho no RS

AGRONEGÓCIO l Estresse hídrico deve impactar produtividade do milho para silagem no Rio Grande do Sul

O estresse hídrico registrado em diferentes regiões do Rio Grande do Sul até o dia 7 de dezembro deve impactar a estimativa inicial de produtividade do milho destinado à silagem, conforme o Informativo Conjuntural divulgado recentemente pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o documento, a situação é mais preocupante em razão do estágio de desenvolvimento das lavouras no estado.

Segundo a publicação, 61% das áreas cultivadas encontram-se em estádio reprodutivo, fase em que a deficiência hídrica provoca maior efeito fisiológico sobre as plantas. Nesse estágio, a falta de água pode não reduzir de forma expressiva a massa verde, porém tende a comprometer a qualidade da silagem, principalmente pela menor proporção de grãos no material ensilado.

O informativo também aponta que 36% das lavouras estão em estádio vegetativo, condição que oferece maior capacidade de recuperação após as chuvas registradas recentemente. Já 3% das áreas entraram em maturação, com colheita prevista para ocorrer em breve.

Em relação à área cultivada, a Emater/RS-Ascar estima 366.067 hectares destinados à produção de milho para silagem, com produtividade média projetada de 38.338 quilos por hectare em todo o estado.

O levantamento regional detalha diferenças no estágio das lavouras. Na região administrativa de Erechim, 14% das áreas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo, 35% em floração e 51% em enchimento de grãos. Na região de Ijuí, o cenário indica 19% das lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo, 34% em floração, 45% em enchimento de grãos e 1% em maturação.

Já na região de Santa Maria, a área plantada permanece próxima de 70% do total previsto. Conforme o informativo, 51% das lavouras estão em fase vegetativa, 28% em floração, 19% em enchimento de grãos e 2% em maturação.

A Emater/RS-Ascar ressalta que o comportamento do clima nas próximas semanas será determinante para a definição dos níveis finais de produtividade e da qualidade da silagem, especialmente nas áreas que ainda se encontram em fases mais sensíveis ao déficit hídrico.

Com Informações: Jornalista Fernando Kopper

09/12/2025

TARIFAS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um pacote de ajuda de US$ 12 bilhões para os agricultores norte-americanos, o mais recente esforço do governo para apoiar uma importante fatia do eleitorado prejudicada pelas consequências financeiras de suas políticas comerciais.

Grupos de agricultores e parlamentares republicanos de Estados agrícolas buscaram o auxílio, em parte, para apoiar os agricultores na compra de sementes, fertilizantes e outras despesas para a temporada de cultivo do próximo ano.

O pacote de ajuda visa apoiar um bloco de eleitores leais que majoritariamente apoiou Trump, apesar de enfrentar bilhões em vendas perdidas devido à guerra comercial com a China.

Leia no InfoMoney.

Foto: Brian Snyder/Reuters

06/12/2025

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01/12/2025

ECONOMIA RS l Agro perde R$ 126,3 bilhões desde 2020 com estiagens no Rio Grande do Sul

A relevância da irrigação para a agropecuária gaúcha e para toda a economia do Rio Grande do Sul foi o centro do debate no evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul nesta quarta-feira (26), na sede da entidade em Porto Alegre. O tema, apresentado como “Desafio da Irrigação na Resiliência Climática”, foi conduzido pelo economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, e pelo senador Luiz Carlos Heinze, em um encontro marcado por análises sobre as perdas acumuladas pelas safras recentes devido às estiagens repetidas.

Da Luz apresentou dados que evidenciam o impacto econômico dos últimos cinco anos. Entre 2020 e 2024, estavam projetadas produções somando 227 milhões de toneladas de grãos, mas a colheita final totalizou 178,4 milhões de toneladas, resultando em uma perda de 48,6 milhões de toneladas, “mais do que uma safra inteira”, destacou. O volume perdido seria suficiente para encher 851.847 carretas bitrem de 57 toneladas, formando uma fila que se estenderia por 25.555 quilômetros.

Os prejuízos financeiros também foram expressivos. Os produtores deixaram de faturar R$ 126,3 bilhões, valor que representaria cerca de R$ 400 bilhões circulando na economia gaúcha, praticamente metade do PIB estadual. A relação direta entre agropecuária e economia f**a evidente ao observar anos como 2020, quando o PIB do setor caiu 29,6% e puxou o PIB estadual para uma retração de 7,21%. Em 2022, nova queda: retração de 41,7% no setor e 2,8% no PIB estadual. Em contrapartida, 2021, ano sem estiagem, registrou crescimento de 53% no PIB do agro e alta de 9,3% no PIB gaúcho.

Atualmente, cerca de 500 mil hectares de lavouras de grãos são irrigados no Estado, em um universo superior a 8 milhões de hectares cultivados. O economista reforçou que, sem ampliar essa área, o Rio Grande do Sul continuará crescendo menos que outros estados e f**ando para trás inclusive em relação à média nacional. “Nós somos um estado que está f**ando pobre, e rápido”, alertou Da Luz, destacando que esse cenário tem provocado migração de gaúchos para outras regiões do país.

Da Luz também ressaltou que o Estado não enfrenta escassez de chuvas comparável a países áridos, como a Arábia Saudita, mas sim estiagens de algumas semanas no verão, períodos que poderiam ser compensados com armazenamento adequado de água durante meses mais chuvosos.

Nesse ponto, o senador Luiz Carlos Heinze destacou um projeto de lei de sua autoria que destinou recursos para a elaboração de um estudo técnico mapeando áreas com potencial para construção de açudes em propriedades rurais. O levantamento identificou 9.780 locais aptos, dos quais 3.286 já têm açudes concluídos e mais de 6 mil ainda serão executados.

Heinze citou municípios em que a implantação dos reservatórios já transformou a produção. Em um deles, 900 açudes irrigam 48 mil hectares; em outro, 624 reservatórios garantem água para 31 mil hectares. O senador explicou que o investimento médio para irrigação, construção do açude, rede elétrica e instalação de pivôs, varia entre R$ 25 mil e R$ 30 mil por hectare, geralmente bancado pelo próprio produtor. Ele defendeu que prefeituras auxiliem no suporte técnico, reforçando que “a solução é construir açudes para irrigar”.

Segundo Heinze, esse é um investimento produtivo e necessário para reduzir perdas e assegurar competitividade ao agronegócio gaúcho.

Com informações: Jornalista Fernando Kopper
Fonte: Correio do Povo
Foto : Sergio Gonzalez

Tendo interesse , estamos a disposição.
13/11/2025

Tendo interesse , estamos a disposição.

As operações devem viabilizar o escoamento de 250 mil toneladas de trigo dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou na última sexta-feira (7), em Porto Alegre (RS), a liberação de R$ 67 milhões para apoiar o escoamento e a comercializaçã...

23/10/2025

Em evento realizado ontem (22) na Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Porto Alegre (RS), a entidade anunciou novas medidas para a utilização dos R$ 300 milhões do governo federal, disponíveis para o amparo aos produtores de arroz do sul, conforme antecip...

16/10/2025

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16/10/2025

“SOJA BRASILEIRA ESTÁ MUITO CARA”

A China ainda não garantiu grande parte de seu suprimento de soja para dezembro e janeiro, já que os prêmios altos das cargas brasileiras desencorajaram os compradores, o que poderia levar Pequim a recorrer às reservas estatais para atender às necessidades de curto prazo, disseram três traders.

A China ainda precisa comprar entre 8 e 9 milhões de toneladas de soja para embarque em dezembro-janeiro, depois de ter coberto as cargas até novembro com pesadas compras de grãos argentinos nas últimas semanas, disseram as fontes.

“A China não está comprando grão dos EUA por causa da guerra comercial e a soja brasileira está muito cara”, disse um trader de oleaginosas de uma trading internacional que fornece produtos agrícolas para a China.

Os prêmios da soja brasileira estão se mantendo em US$2,8-2,9 por bushel em relação ao contrato de soja de novembro em Chicago, em comparação com os prêmios dos EUA em torno de US$1,7 por bushel. Os compradores chineses esperam que uma colheita antecipada e recorde de soja no Brasil no início de 2026 ajude a reduzir os preços.

Leia no InfoMoney: https://inf.money/B1dKYU0Tgl

Foto: Diego Vara/Reuters

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