29/06/2022
No exemplar “Justiça, Reflexões sobre caminhos além do Judiciário”, Adolfo Braga Neto e vários especialistas em métodos alternativos de solução de conflitos, buscaram responder em 11 artigos o seguinte questionamento: É possível fazer justiça sem o Judiciário?
Com satisfação, contamos a vocês que o Grupo Mediar foi citado como um case de sucesso, no artigo de Agenor Lisot, Cecília Patrícia Mattar e Maria Inês Alves Campos, sob o título “A Conciliação e a Negociação – os processos na busca de um acordo.
“No Brasil, temos experiências exitosas em conciliação privada. Marta Bettanzo da Costa e Fernanda B***n Susin, da Mediar Humaniza, hoje conhecida como Grupo Mediar, são um exemplo de como a conciliação fora do Judiciário alcança ótimos resultados, com altos índices de cumprimento dos acordos celebrados.
As sócias do Grupo Mediar, em sua experiência com inadimplência escolar, em 4 anos atenderam 1.620 casos (tendo efetivado 1.332 acordos, significando um percentual de 82,2% de consenso.
Durante a pandemia do COVID-19, numa rede escolar para atender a inadimplência, trabalharam em 5 escolas, com 359 casos. Ao final de 4 meses, de julho a novembro, fizeram 254 acordos). Relatam que mais de 70% dos casos trabalhados com o procedimento da conciliação resultaram em acordo. Destes, 82,70% foram cumpridos integralmente, 13,40% foram parcialmente cumpridos e p***s 3,90% não foram cumpridos.
É uma clara demonstração de que nem tudo precisa ser posto em juízo. A sociedade possui modelos e soluções eficazes, com menor custo e maior celeridade na solução dos conflitos.
Para Marta, uma das sócias, o conciliador, com sua intervenção, pode dinamizar o atendimento, auxiliando a negociação de forma pontual. Pela experiência adquirida, consegue trabalhar com um leque de opções, de que, muitas vezes, as partes não se dão conta, porque estão dentro do conflito. Ela não vê ponto fraco na conciliação. O que ela percebe é que muitas vezes o procedimento inicia com conciliação e, no decorrer da sessão, é transformado numa mediação. Algumas vezes, é preciso trabalhar com as emoções para conseguir evoluir no diálogo e na negociação em busca do acordo.”