03/10/2022
Crescimento do PIB –
Em comparação ao trimestre anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2022. Este é o quarto resultado positivo consecutivo do PIB após o recuo de 0,3% no segundo trimestre de 2021. O indicador é a soma dos bens e serviços finais produzidos, e chegou a R$ 2,4 trilhões em valores correntes. Este bom resultado pode ser explicado pela alta do grupo de serviços, de 1,3%, e da indústria, de 2,2%, e ficou acima do esperado. Uma vez que as expectativas eram de um crescimento de 0,9%. Assim, a atividade econômica do Brasil está 3,0% acima do patamar pré-pandemia, registrado no quarto trimestre de 2019, atingindo o segundo patamar mais alto da série, atrás apenas do alcançado no primeiro trimestre de 2014.
Queda do IPCA –
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma queda de 0,36% em agosto na comparação com o mês de julho. Esta é a segunda deflação consecutiva, e com isso, o indicador desacelera para 8,73% no acumulado em 12 meses. No ano, a inflação caiu para 4,39%. Essa queda nos preços foi novamente impulsionada pela redução de impostos sobre energia, combustíveis e serviços de telecomunicações e reduções nos preços da gasolina e do diesel. O resultado atendeu às expectativas do mercado, que esperava uma deflação de 0,39% e uma desaceleração do IPCA para 8,72%.
Selic mantida em 13,75 –
Apesar de não ter sido uma decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75%. Assim, o Copom interrompeu um ciclo de 12 altas seguidas na taxa básica de juros, iniciado em março de 2021. A decisão do comitê, que contou com dois votos a favor de uma elevação para 14% ao ano, se alinha a expectativa de parte dos analistas, uma vez que o mercado estava dividido entre uma manutenção da taxa em 13,75% e uma alta residual de 25 pontos-base.