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A pausa dos 75 países foi anulada. Mas isso não significa que os vistos já voltaram ao normal.Na sexta-feira, publiquei ...
24/08/2026

A pausa dos 75 países foi anulada. Mas isso não significa que os vistos já voltaram ao normal.

Na sexta-feira, publiquei aqui um carrossel mais completo explicando a decisão federal de 21 de agosto, os fundamentos adotados pela corte e o alcance da anulação da política do Department of State.

Hoje, o ponto é outro.

Depois da decisão, começou a circular a interpretação de que a emissão de immigrant visas para os países afetados — entre eles o Brasil — simplesmente “voltou”.

Ainda não dá para afirmar isso.

A decisão mudou o cenário jurídico e anulou a política. Mas existe uma diferença entre essa vitória judicial e a implementação prática nos consulados.

Até a última checagem, o Department of State ainda não havia publicado nova orientação operacional. O governo também pode recorrer, e a análise de cada caso continua sendo individual.

Por isso, neste momento, eu separaria duas coisas:

A política foi anulada.
A normalização operacional ainda precisa ser acompanhada.

Se você quer entender por que a política caiu e o que exatamente a decisão determinou, veja o carrossel completo que publiquei na sexta-feira.

E compartilhe este post com quem recebeu a informação de que “os vistos já voltaram”. Essa distinção importa.

GlobalMobility Brasil

Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Não é advogado licenciado nos EUA e este conteúdo é informativo, não constitui aconselhamento jurídico. A análise e a condução jurídica de cada caso são feitas por advogados licenciados nos EUA.

PAUSA DOS 75 PAÍSES: o que realmente mudou para o Brasil?Na sexta-feira, 21 de agosto, uma corte federal dos Estados Uni...
22/08/2026

PAUSA DOS 75 PAÍSES: o que realmente mudou para o Brasil?

Na sexta-feira, 21 de agosto, uma corte federal dos Estados Unidos anulou a política do Department of State que pausava a emissão de immigrant visas para nacionais de 75 países. O Brasil estava entre eles.

Mas é importante não transformar essa decisão em uma manchete imprecisa como “vistos liberados”.

A política não havia interrompido todas as atividades consulares. As entrevistas continuavam podendo ser agendadas e realizadas. O bloqueio estava na emissão do immigrant visa.

A decisão da juíza federal Jeannette A. Vargas vai além de um caso individual: a Corte aplicou vacatur, anulando a própria política administrativa. Também determinou que recusas baseadas exclusivamente nessa política sejam anuladas e retornem para análise consular.

Isso não significa aprovação automática.

Se havia outro fundamento legal para a recusa, ele não desaparece. E cada pedido continua sujeito à sua análise individual e aos requisitos aplicáveis.

Agora, o ponto de atenção passa a ser outro: como o Department of State implementará a decisão e qual será a reação do governo no processo, inclusive quanto a eventual recurso ou pedido de stay.

Organizei neste carrossel os principais pontos da decisão em 20 quadros, desde a origem da pausa até o que precisa ser acompanhado daqui para frente.

Salve para consultar com calma e compartilhe com alguém que esteja acompanhando processamento consular.

E me conta nos comentários: você sabia que, mesmo durante a pausa, as entrevistas consulares continuavam acontecendo?

Fontes principais: U.S. District Court for the Southern District of New York, Opinion and Order, Case No. 26-CV-00858 (JAV), Doc. 83, 21 ago. 2026; U.S. Department of State; Reuters.



Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Não é advogado licenciado nos EUA e este conteúdo é informativo, não constitui aconselhamento jurídico. A análise e a condução jurídica de cada caso são feitas por advogados licenciados nos EUA.

21/08/2026

Quanto ganha um médico nos Estados Unidos?

Os dados oficiais mais recentes mostram uma diferença importante entre especialidades.

A remuneração média anual dos médicos foi de US$ 277.260. Para médicos de família, US$ 255.820. Para cardiologistas, US$ 454.940.

São médias nacionais, não promessa de renda. Estado, experiência, empregador e especialidade podem mudar bastante esses valores. O BLS também não inclui trabalhadores autônomos.

Para um médico brasileiro que considera uma carreira nos EUA, salário é só uma parte da decisão.

Também entram duas frentes diferentes: licenciamento profissional e planejamento migratório.

No EB-2 NIW, primeiro é preciso atender à base do EB-2, por formação avançada ou habilidade excepcional. Depois, o USCIS analisa o projeto profissional, sua importância para os EUA e se o profissional está bem posicionado para desenvolvê-lo.

No EB-1A, publicações científicas, premiações, atuação como avaliador, contribuições relevantes, posições de liderança e remuneração elevada podem compor as evidências de uma carreira de destaque.

O O-1A também é voltado a profissionais com destaque na área, mas é temporário.

EB-2 NIW e EB-1A são categorias imigratórias. O O-1A, por si só, não é Green Card.

Ser médico não determina elegibilidade. Perfil e evidências precisam ser analisados no caso concreto.

Minha avó já dizia: conhecimento não ocupa espaço.

Se você é médico e acompanha carreira e mobilidade para os EUA, siga meu perfil e envie este Reel para um colega.

Fontes: U.S. Bureau of Labor Statistics, OEWS, dados de maio de 2025, publicados em 15/05/2026; USCIS, EB-2 NIW, EB-1A e O-1A.



Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Não é advogado licenciado nos EUA e este conteúdo é informativo, não constitui aconselhamento jurídico. A análise e a condução jurídica de cada caso são feitas por advogados licenciados nos EUA.

20/08/2026

Você não precisa ser o Itaú para pensar nos Estados Unidos.

Mas abrir uma empresa americana não escolhe um visto e, por si só, não concede o direito de morar no país.

Segundo a Folha de S.Paulo, o Itaú recebeu aval preliminar para criar um banco próprio em Miami. O processo ainda depende de outras aprovações regulatórias. Portanto, não é uma autorização final para operar.

Essa não é uma notícia migratória. É uma notícia sobre internacionalização. E ela ajuda a separar três movimentos diferentes.

Uma empresa operacional no Brasil que pretende expandir e transferir determinados executivos, gestores ou profissionais pode discutir o L-1, uma categoria de transferência intracompanhia.

O E-2 segue outra lógica: exige investimento e nacionalidade de país que mantenha tratado com os Estados Unidos. O Brasil não integra atualmente essa lista.

Já o EB-5 é uma categoria imigratória baseada em investimento qualificável e na criação ou preservação de pelo menos dez empregos em tempo integral.

L-1, E-2 e EB-5 não são caminhos equivalentes. Abrir uma LLC, investir ou comprar um imóvel também não produz automaticamente status migratório.

Você não precisa ter o tamanho do Itaú. Mas empresa, capital, função profissional e objetivo migratório precisam contar uma história coerente.

Sua empresa quer apenas vender para os Estados Unidos ou construir uma operação no país? Essa diferença muda todo o planejamento.

Envie este vídeo a um empresário que esteja considerando o mercado americano.

Fontes: Folha de S.Paulo, 18/08/2026; USCIS; Departamento de Estado dos EUA.

Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Não é advogado licenciado nos EUA e este conteúdo é informativo, não constitui aconselhamento jurídico. A análise e a condução jurídica de cada caso são feitas por advogados licenciados nos EUA.

5 das 10 cidades com maior salário líquido médio neste levantamento global estão nos Estados Unidos.E esse dado chama at...
19/08/2026

5 das 10 cidades com maior salário líquido médio neste levantamento global estão nos Estados Unidos.

E esse dado chama atenção.

San Francisco aparece com US$ 7.601 por mês. Boston, US$ 6.258. Nova York, US$ 5.534. Chicago e Los Angeles também estão entre as dez primeiras.

Mas existe uma parte da história que o salário, sozinho, não conta.

Quanto custa morar nessa cidade?
Quanto sobra depois das despesas?
E esse mercado faz sentido para a sua profissão e para a sua trajetória?

É aí que uma decisão internacional deixa de ser uma comparação de salários e passa a ser planejamento.

Para quem considera construir carreira nos Estados Unidos, remuneração importa. Mas ela precisa ser analisada junto com custo de vida, mercado profissional, reconhecimento de credenciais, objetivos familiares e capacidade real de construir uma vida sustentável no destino.

Salário alto chama atenção. Poder de compra e perspectiva de carreira ajudam a decidir.

E você: ao escolher uma cidade para viver fora, o que pesaria mais hoje: salário, custo de vida ou oportunidades profissionais?

Minha avó já dizia: conhecimento não ocupa espaço.

Salve para consultar depois e compartilhe com alguém que está planejando uma carreira internacional.



Conteúdo informativo. Fonte: Deutsche Bank Research Institute, Mapping the World’s Prices 2026, 13 de julho de 2026. Dados: Numbeo. Valores em US$, referentes ao salário médio mensal líquido após impostos em 69 grandes cidades analisadas.

18/08/2026

Advance Parole não acabou. Mas um risco jurídico mudou.

Em 13 de agosto de 2026, no Matter of Delcarmen-Lara, o Board of Immigration Appeals, o BIA, revogou um precedente de 2012 e decidiu que sair dos Estados Unidos com Advance Parole conta como “departure” para o INA §212(a)(9)(B)(i)(II).

Esse dispositivo trata de quem acumulou um ano ou mais de presença ilegal e, após sair, pode ficar sujeito à barreira de inadmissibilidade de dez anos. A nova interpretação vale prospectivamente e não foi aplicada à viagem anterior da requerente.

Três distinções são essenciais.

1. Ficar “sem status” e acumular “unlawful presence”, ou presença ilegal, não são conceitos idênticos. As datas dependem do histórico e das exceções aplicáveis.
2. O Advance Parole continua existindo e pode evitar o abandono de alguns pedidos de ajuste de status. Mas não garante o retorno, sujeito à inspeção do CBP, nem elimina outros fundamentos de inadmissibilidade.
3. A decisão trata expressamente da hipótese de um ano ou mais de presença ilegal e da barreira de dez anos. Comentários sobre a barreira de três anos vão além do ponto decidido na ementa.

Por isso, a orientação cautelosa de advogados licenciados nos EUA é que pessoas com histórico de presença ilegal, perda de status, ordem de remoção ou outra ocorrência migratória não tratem o Advance Parole como autorização automática para viajar. O histórico deve ser revisado individualmente antes da saída. Isso não é uma proibição geral de viagem criada pelo BIA.

Neste Radar, também explico as ordens sobre “turismo de parto” e cidadania, o protocolo eletrônico no USCIS entre outros assuntos.

Qual desses temas merece uma análise exclusiva?

Fontes: EOIR/BIA, 13/08/2026; USCIS; Federal Register; IRCC.

Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Não é advogado licenciado nos EUA e este conteúdo é informativo, não constitui aconselhamento jurídico. A análise e a condução jurídica de cada caso são feitas por advogados licenciados nos EUA.

17/08/2026

Você tem uma empresa no Brasil e pensa em abrir uma operação nos Estados Unidos?

Criar uma empresa americana, sozinho, não é suficiente para um L-1A.

No caso de uma nova operação nos EUA, o chamado New Office, alguns pontos são centrais:

• deve existir uma relação empresarial qualificadora entre a empresa estrangeira e a americana;
• o profissional transferido precisa cumprir o histórico de atuação executiva ou gerencial exigido;
• a operação americana precisa ter estrutura para sustentar uma função executiva ou gerencial dentro do primeiro ano.

Ou seja: ter empresa no Brasil, abrir uma empresa nos EUA e usar o título de CEO não resolve a análise sozinho.

Estrutura societária, função exercida, histórico profissional e operação real importam.

Outro ponto importante: no New Office, a aprovação inicial é limitada a até um ano. Depois, uma eventual extensão exige nova demonstração de que os requisitos continuam sendo atendidos.

Minha avó já dizia: conhecimento não ocupa espaço.

Se você é empresário, executivo ou fundador de startup e pensa em expandir sua operação para os Estados Unidos, me siga por aqui.

E comenta: o que você quer que eu explique no próximo vídeo sobre L-1A — relação entre as empresas, função executiva/gerencial ou o primeiro ano do New Office?

Fonte: USCIS, L-1A Intracompany Transferee Executive or Manager e USCIS Policy Manual, Volume 2, Part L. Consulta: 17/08/2026.



Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Não é advogado licenciado nos EUA e este conteúdo é informativo, não constitui aconselhamento jurídico. A análise e a condução jurídica de cada caso são feitas por advogados licenciados nos EUA.

15/08/2026

Morar fora não começa e termina na escolha de um país.

Carreira, família, patrimônio, negócios, idioma, mercado de trabalho, custo de vida e regras de residência também fazem parte dessa decisão.

É justamente esse conjunto que está por trás do conceito de Global Mobility.

Eu sou Bruno Corim, Senior Strategic Advisor, Global Mobility, e graduado em Direito no Brasil.

Hoje, boa parte do meu trabalho e do conteúdo que produzo passa pelos Estados Unidos. Mas este perfil não é sobre um único destino.

Aqui eu quero falar sobre vida e carreira entre países, mercados internacionais, mobilidade, planejamento e as diferentes decisões que aparecem quando alguém começa a considerar uma trajetória fora do Brasil.

Especialmente para quem já construiu uma carreira e começa a olhar para o mundo de outra forma: médicos, engenheiros, profissionais de tecnologia e inteligência artificial, pesquisadores, executivos, empreendedores, fundadores de startups e investidores.

Não existe uma resposta única para trajetórias diferentes.

Por isso, informação e contexto importam.

Minha avó já dizia: conhecimento não ocupa espaço.

Se você pensa em viver, trabalhar, empreender ou desenvolver sua carreira em outro país, me siga por aqui.

E quero saber: qual país está nos seus planos hoje?



Bruno Corim · Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil e Especialista em Direito Público. Conteúdo informativo e educacional.

13/08/2026

Morar nos Estados Unidos não é uma decisão de uma variável só.

O visto e o caminho migratório são pontos centrais. Mas uma mudança internacional também envolve carreira, família, patrimônio, mercado e o que você pretende construir no país.

Trabalhar? Empreender? Investir? Desenvolver uma carreira? Mudar com a família?

Cada uma dessas respostas coloca outras questões no planejamento.

É justamente nesse encontro entre mobilidade, carreira, mercado e vida entre países que está o meu trabalho como Senior Strategic Advisor, Global Mobility.

Aqui eu compartilho conteúdo para quem quer entender melhor os Estados Unidos e as decisões que fazem parte de uma trajetória internacional.

Converso especialmente com médicos, engenheiros, profissionais de tecnologia e inteligência artificial, empreendedores, fundadores de startups e outros profissionais que já construíram uma trajetória e estão olhando para os Estados Unidos.

Sem transformar uma possibilidade em promessa.
Sem tratar histórias diferentes como se fossem iguais.

Minha avó já dizia: conhecimento não ocupa espaço.

Se os Estados Unidos fazem parte dos seus planos, me siga por aqui. Esse é um dos principais temas que vou continuar explicando neste perfil.

E conhece alguém vivendo esse mesmo momento? Compartilhe este vídeo com essa pessoa.



Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Não é advogado licenciado nos EUA e este conteúdo é informativo, não constitui aconselhamento jurídico. A análise e a condução jurídica de cada caso são feitas por advogados licenciados nos EUA.

10/08/2026

Cinco mudanças migratórias atingiram os Estados Unidos em poucos dias — e elas não significam a mesma coisa.

1. O Visa Bond Program tornou-se permanente para determinados vistos B-1/B-2, com fianças de US$ 10 mil, US$ 15 mil ou US$ 20 mil. Na lista oficial disponível em 10 de agosto, o Brasil não aparece entre os países sujeitos ao programa.

2. O Department of State iniciou o uso piloto do Public Charge Bond em casos selecionados de visto imigrante. É outro mecanismo, com outra finalidade e sem valor único para todos os casos.

3. O USCIS atualizou sua política sobre RFE (Request for Evidence) e NOID (Notice of Intent to Deny). Em determinadas situações, o órgão pode decidir sem oferecer antes uma nova oportunidade para complementar as evidências. Isso não significa que o RFE acabou.

4. Uma regra publicada em 10 de agosto amplia uma taxa adicional para determinadas extensões H-1B e L-1. A mudança entra em vigor em 9 de setembro e não alcança todos os empregadores.

5. O Mandatory Electronic Filing, ou e-Filing, criou a estrutura para que determinados formulários possam passar a exigir protocolo eletrônico. O papel não acabou agora: a implementação será gradual.

Fora dos EUA, Japão abriu consulta pública sobre residência permanente, Canadá teve novas rodadas do Express Entry e parte do pacote HC 259 entrou em vigor no Reino Unido.

A pergunta certa é: qual é a jurisdição, para quem a regra vale e a partir de quando?

A análise completa, com datas e fontes oficiais, está na minha newsletter. Link na bio, primeiro botão.

Qual dessas mudanças você quer que eu aprofunde?

Minha avó já dizia: conhecimento não ocupa espaço.

Fontes: U.S. Department of State, Federal Register e USCIS, 3–10/08/2026; Immigration Services Agency of Japan; IRCC; GOV.UK.

Bruno Corim — Senior Strategic Advisor, Global Mobility. Graduado em Direito no Brasil. Conteúdo informativo e educacional. Quando houver matéria jurídica, a análise e a condução de cada caso são feitas por profissionais devidamente licenciados no país de destino.

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